PM de São Paulo terá mais negociadores para ações com refém

A Polícia Militar vai aumentar seu contingente de homens especializados em negociar ocorrências com tomada de reféns. Atualmente, apenas oficiais são formados pelo Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), a tropa de elite da PM paulista, responsável pela coordenação da reciclagem de pessoal. No ano que vem, o curso de negociação será oferecido também a soldados, cabos e sargentos.

Agência Estado |

Um dos motivos que levaram a PM a querer especializar a tropa é a quantidade de erros cometidos por policiais que chegam primeiro ao local do crime por já estarem nas ruas em patrulhamento. Isso compromete toda a ocorrência, afirma o capitão Adriano Giovaninni, comandante do Gate. Queremos nos aprofundar na postura do policial, completa.

Segundo ele, já houve casos em que PMs, por falta de conhecimento técnico, concordaram em dar colete à prova de balas para o seqüestrador ou disseram que iriam tentar fornecer um carro, dando a entender que o causador da crise conseguiria sair dali motorizado. Eles deixaram, assim, uma possibilidade de atendimento às exigências do seqüestrador. Mas são itens que o Gate não negocia. Isso não se promete. Queremos eliminar esses vícios, explica o capitão.

Nos últimos anos, tem crescido o número de policiais que buscam espontaneamente se aprimorar nessas técnicas, já que o curso não é obrigatório. A demanda cresce junto com o aumento de registros de ocorrências desse tipo. Levantamento feito pelo Jornal da Tarde mostra que em todo o Estado foram registrados 24 casos em 2006 e 33 em 2007, um crescimento de 37,5% em 12 meses. Em 2008, já são 23 casos. Os últimos seis em agosto e quatro este mês. A Polícia Militar não fornece estatísticas oficiais sobre esse tipo de delito.adores provocarem nervosismo no criminoso por querer acelerar. Isso é um erro, conta. As informações são do "Jornal da Tarde".

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