PM baiana apura morte de suspeito dentro de delegacia

A Polícia Militar da Bahia instaurou na manhã de hoje um procedimento administrativo para apurar a possível participação de quatro integrantes de uma guarnição das Rondas Especiais (Rondesp) no espancamento de dois suspeitos de tráfico de drogas, durante a detenção deles, na noite de sexta-feira. Um dos agredidos, o estudante Jorge Ribeiro Bonfim, de 19 anos, morreu na tarde de sábado, depois de passar mal na cela na qual estava, na 4ª Delegacia.

Agência Estado |

O atestado de óbito, emitido pelo Instituto Médico Legal (IML), registrou "dilaceração hepática" como causa da morte. Segundo a família de Bonfim, ele apresentava uma série de hematomas e inchaços pelo corpo. O enterro foi realizado na tarde de ontem.

Bonfim foi preso em flagrante, junto com T.S.C, de 20 anos, acusado de portar 33 pedras de crack e R$ 222 supostamente obtidos com a venda de outras pedras. T.S.C. nega as acusações. De acordo com os familiares de Bonfim, que não quiseram se identificar, C. também contou que, antes de serem encaminhados à delegacia, ele e Bonfim foram levados a um batalhão da PM e torturados por quatro horas.

A acusação foi rebatida pelo Comando de Policiamento da Capital, que informou que os carros da corporação são monitorados com rastreador GPS, o que faria com que qualquer desvio de rota fosse percebido. A Polícia Civil também investiga o caso.

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