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Plínio lança pré-candidatura e cutuca Marina: é difícil saber a quem ela está servindo

Os alvos deveriam ser os líderes na disputa presidencial, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), mas acabou sobrando para a senadora Marina Silva (PV) no lançamento da pré-candidatura do advogado Plínio de Arruda Sampaio à Presidência pelo PSOL, na tarde desta segunda-feira, na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

"A candidatura da Marina é muito misteriosa porque é difícil saber a quem ela está servindo", disse Sampaio, deixando no ar dúvidas sobre o real objetivo da ex-ministra do Meio Ambiente.

Logo em seguida o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), completou o raciocínio: "Lá no Rio eles fecharam um acordo com o PSDB e com o DEM".

Por meio de sua presidente nacional, a ex-senadora Heloisa Helena, o PSOL chegou a iniciar uma negociação com Marina, mas as conversas foram abortadas quando surgiram os primeiros boatos de que Fernando Gabeira (PV-RJ) poderia se lançar candidato ao governo do Rio de Janeiro só para garantir um palanque forte a José Serra no estado.

Depois da desavença o PSOL decidiu lançar candidato próprio. Embora saiba que tem chances mínimas de vitória, o partido formado preferencialmente por dissidentes do PT considera estratégico manter a sigla em evidência, se apresentar como alternativa aos políticos tradicionais e usar o pequeno espaço na TV para fazer o contraponto ao que chamam de "falsa polarização com semelhantes" entre Dilma e Serra.

No entanto, o PSOL esbarra em Marina, que já ocupou o espaço entre os eleitores que rejeitam os grandes partidos. No último Datafolha, ela manteve 8% das preferências. O PSOL luta para incluir o nome de Sampaio nas pesquisas.

"Não é fácil a vida de candidato em partido pequeno. Que raio de democracia é essa em que algumas parcelas não conseguem nem ter seus nomes testados?", reclamou Sampaio na entrevista coletiva para apenas dois jornalistas.

"Não vou focar na Marina até porque não sei no que vai dar a candidatura dela". disse Sampaio.

Embora tenha negado que Marina seja o alvo, ele chamou a senadora de "eco-socialista comportada" e disse que o partido da deputada não tem condições de carregar a bandeira da ética devido à sua participação em governos suspeitos de corrupção.

"Ela foi para o PV pregando uma refundação do partido que obviamente não aconteceu. Ela era contra a transposição do rio São Francisco até que o governo Lula fez a transposição. Ela era contra os transgênicos até que o governo Lula aprovou os trangênicos. Marina é sempre contra mas é sempre perdedora", atacou Sampaio.

Antes de poder enfrentar diretamente a senadora, no entanto, ele ainda precisa vencer uma disputa interna contra o deputado Babá e Martiniano Cavalcanti, líder do PSOL em Goiás - que tem o apoio de Heloisa Helena.

"Agora precisamos terminar porque todos os jornalistas precisam voltar às suas redações e os fotógrafos têm que revelar as belas fotos que fizeram do candidato", ironizou Sampaio ao colocar ponto final na coletiva da qual não participaram fotógrafos.

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