Plano de saúde terá de transferir lista de beneficiários

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou a transferência compulsória da carteira de clientes da operadora de planos de saúde Avimed para uma outra operadora em razão de problemas financeiros insolúveis da empresa. A decisão interessa a cerca de 300 mil conveniados da Avimed, principalmente aos cerca de 30 mil ex-integrantes do extinto plano Interclínicas, de São Paulo, que já passam por dificuldades desde 2004 e que foram absorvidos pela Avimed.

Agência Estado |

Naquele ano a Interclínicas, também em dificuldades, teve de transferir sua carteira, comprada Grupo Saúde ABC, que também desapareceu do mercado e vendeu o rol de usuários para a Avimed em 2006. A empresa terá agora 30 dias, prorrogáveis por mais 15, para encontrar um comprador da carteira de clientes, que poderá ser vendidas em parcelas. Por exemplo, a Avimed poderá vender a carteira de clientes de São Paulo para uma empresa e a da Baixada Santista para outra concorrente interessada.

Até que o negócio se concretize, é obrigada a manter o atendimento. Todos os recursos arrecados em uma eventual venda irão para uma conta de banco determinado pela ANS, que terá de autorizar o negócio. A agência vinha acompanhando a direção da empresa desde o ano passado. A determinação da alienação compulsória da carteira deve ser publicada hoje no Diário Oficial. A empresa informou ontem não ter sido notificada da medida e que, por isso, não comentaria o fato. Só neste mês, uma média de duas reclamações por dia contra a Avimed ocorreram no Procon-SP.

Carteira

Controladores da empresa vinham manifestando arrependimento pela compra da carteira de clientes da extinta Interclínicas, que teria levado à derrocada da Avimed, uma empresa fundada em 1991 e considerada “saudável” até realizar o negócio. O rol de cerca de 30 mil pessoas, concentrado principalmente em São Paulo, é composto por usuários com problemas de saúde e idosos e que utilizam muito o plano, mas cujas mensalidades já não cobrem os custos.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) informou que usuários que eventualmente tiverem problemas de atendimento deverão buscar os Procons e o Judiciário. “É uma situação muito delicada”, diz a advogada Daniela Trettel. As informações são do Jornal da Tarde .

AE

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