Plano de saúde cobra reajuste apesar de veto da Justiça

Milhares de beneficiários de planos de saúde antigos da Bradesco Saúde em São Paulo continuam recebendo informações imprecisas e pressões da empresa para pagar aumentos de 8,76%, apesar de a Justiça paulista ter reafirmado o veto ao reajuste no dia 4 deste mês. Os relatos dos próprios consumidores sobre o descumprimento da ordem preocupam e o Ministério Público estadual, que obteve o veto, decidiu pedir à Justiça que intime a empresa a provar que está fornecendo a informação correta aos usuários.

Agência Estado |

A ordem determinava que, depois de comunicada sobre a decisão, o que já ocorreu, a Bradesco enviasse cartas em 48 horas a todos os 200 mil consumidores atingidos informando o impedimento da cobrança e a respeito da devolução de valores via descontos em boletos. O aumento refere-se ao período 2004-2005 - apesar de carta enviada aos consumidores dar a entender que é mais recente - e equivale a resíduos não cobrados naquele período. Atingem somente consumidores com contratos assinados até 1º de janeiro de 1999.

Também o Procon de São Paulo surpreendeu-se com as reclamações e enfatizou que nenhum beneficiário atingido pelo reajuste deverá pagar o aumento. Aqueles que receberam boletos da mensalidade normal já acrescida da correção devem imediatamente buscar o Procon ou seus advogados para orientação sobre como proceder. A Bradesco Saúde, em nota, disse estar tomando providências para cumprir a ordem. Segundo a reportagem apurou, a seguradora já manifestou à Justiça dificuldades para enviar cartas aos usuários em 48 horas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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