Plano de Defesa sofrerá críticas, prevê Mangabeira Unger

BRASíLIA (Reuters) - Quando for anunciado, o Plano Estratégico de Defesa Nacional será alvo de críticas. A previsão foi feita no domingo pelo chefe do Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, ministro Roberto Mangabeira Unger, um dos responsáveis pela elaboração do projeto. O plano seria divulgado neste domingo, dia da Independência do Brasil, mas ainda não ficou pronto. Segundo o ministro, o documento, que redefinirá o papel e fixará as diretrizes para o reaparelhamento das Forças Armadas, será lançado nos próximos dias.

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'Vão acusá-lo de ser desperdício de dinheiro e um instrumento de corrida armamentista', declarou o ministro a jornalistas depois do desfile realizado em comemoração à Independência do Brasil.

Para Mangabeira Unger, entretanto, tais críticas são indispensáveis para que seja gerado na sociedade um debate sobre as 'ambições' que o país deve ter e quais serão os 'sacrifícios' necessários para torná-las realidade.

O ministro voltou a afirmar que o serviço militar obrigatório deve ser aprofundado. Já a indústria nacional de equipamentos militares será incentivada, complementou.

O chefe do Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência negou que o plano seja uma resposta à recriação da Quarta Frota dos Estados Unidos ou motivado pela descoberta de petróleo na camada pré-sal. 'A estratégia nacional de defesa não é uma resposta conjuntural a problemas conjunturais', afirmou. ' Não nos sentimos ameaçados por qualquer país. Nós não temos inimigos no mundo', concluiu.

(Reportagem de Fernando Exman; Edição de Taís Fuoco)

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