Na Estratégia Nacional de Defesa, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou hoje, em cerimônia no Palácio do Planalto, foi mantido o serviço militar obrigatório e criado o serviço civil obrigatório. Este deverá funcionar nos moldes do antigo Projeto Rondon, criado no governo militar, que levava jovens universitários para prestar serviços em localidades carentes.

"No futuro, convirá que os que forem desobrigados da prestação do serviço militar obrigatório sejam incentivados a prestar um serviço civil, de preferência em região do País diferente da região das quais se originam", diz o texto do plano de Defesa. "Prestariam o serviço social de acordo com a natureza de sua instrução preexistente, além de receber instrução nova."

O serviço serviria, ao mesmo tempo, de oportunidade de aprendizagem, expressão de solidariedade e instrumento de unidade nacional. Os que o prestarem o serviço civil deverão receber treinamento militar básico que embase eventual mobilização futura. E passarão a compor força de reserva mobilizável.

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