Planejamento propõe 6% de reajuste para o Bolsa Família

BRASÍLIA - O reajuste para o programa Bolsa Família poderá ser de 6%, se depender da avaliação feita pelo ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo. Antes de iniciar uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, há pouco, no Palácio do Planalto, Bernardo informou que esse percentual é o mais adequado, segundo os levantamentos realizados por sua pasta. Ou algo que gire em torno disso, disse o ministro.

Valor Online |

Considerando apenas o segundo semestre deste ano, o reajuste significará um redirecionamento de R$ 300 milhões de verbas previstas no orçamento. No entanto, Bernardo avaliou que dificilmente o presidente Lula decidirá sobre o percentual de reajuste do Bolsa Família nessa reunião. Ele deve decidir isso na presença do Patrus, ressaltou, referindo-se ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, que não se encontrava no Planalto hoje.

Ontem, o Banco Central, divulgou uma projeção de 6,08% para a inflação anual, feita por analistas do mercado. A meta do governo é 4,5%. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu recentemente que o reajuste do repasse do programa acompanhe a inflação. Hoje, o vice-presidente José Alencar criticou a indexação.

Na reunião que ocorre nesse momento no Palácio do Planalto, Bernardo apresentará a Lula três opções de cortes no orçamento. O governo quer economizar R$ 14,2 bilhões, parte para o reajuste do Bolsa Família e a outra parte, maior, para a formação do Fundo Soberano, destinado a financiar investimentos de empresas brasileiras no exterior.

O presidente deverá optar por uma das propostas que, segundo Paulo Bernardo, foram discutidas com a Casa Civil e com o Ministério da Fazenda. As opções servirão para adequar o orçamento no sentido de cumprir a decisão de Lula de ampliar o superávit primário em 0,5% do PIB. O aumento de 0,5% geraria economia de R$ 14,2 bilhões.

O ministro, no entanto, evitou comentar em que áreas ocorrerão os cortes, mas adiantou que incidirão de forma bem ampla. Teremos que cortar de muitas áreas. É muito dinheiro, ressaltou.

(Agência Brasil)

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