Depois de esvaziarem a CPI dos Cartões mista, os oposicionistas pretendem investir suas forças na comissão de inquérito exclusiva de senadores, que deverá ser instalada na semana que vem. Mas, para evitar surpresas, o governo decidiu “blindar” a nova CPI e a ordem aos aliados é indicar apenas senadores fiéis ao Palácio do Planalto.

“A CPI mista está acabando mesmo. Então vou para essa nova”, disse ontem o líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO).

Raupp já havia apresentado um requerimento à Mesa com as indicações, mas retirou a pedido da líder do PT, Ideli Salvatti (SC), que propôs fazer em bloco as indicações envolvendo todos os partidos aliados. “Eu não acredito nessa CPI só do Senado. Vai ser a mesma coisa da outra CPI: o governo vai continuar tratorando a oposição”, observou o senador Jefferson Péres (PDT-AM).

Integrada por 11 senadores, a nova CPI terá a participação majoritária da base aliada. O DEM e o PSDB juntos terão apenas três vagas. O DEM já indicou dois representantes para a CPI exclusiva: Efraim Morais (PB) e Demóstenes Torres (GO). O PSDB não escolheu seu representante, que poderá ser Marconi Perillo (GO) ou Álvaro Dias (PR).

Esvaziada pela oposição, a CPI mista vai centrar seus esforços em investigar integrantes do governo de Fernando Henrique Cardoso. Na semana que vem, pretendem votar requerimento solicitando a convocação do deputado Raul Jungmann (PPS-PE). “Não vamos sair desta CPI. A orientação é continuar aqui de pé”, disse o deputado Paulo Teixeira (PT-SP). “A CPI só do Senado é desnecessária porque tem o mesmo objeto de investigação da mista". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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