Planalto apóia ida de secretário da Casa Civil à CPI

Com o aval do Palácio do Planalto, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Mista dos Cartões Corporativos deve aprovar hoje a convocação do chefe do Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires, e de André Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR). José Aparecido foi o responsável pelo envio para André de arquivo eletrônico com cópia da planilha preparada no Planalto com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua mulher, Ruth.

Agência Estado |

Com a ida de José Aparecido à CPI, o governo tenta evitar sofrer novos desgastes, além de dar uma demonstração de força ao deixar claro que não teme o depoimento do secretário. André e José Aparecido devem depor ainda esta semana, quarta ou quinta-feira.

"Somos favoráveis ao depoimento de Aparecido porque, se ele não for, vão dizer que o governo está escondendo alguma coisa", afirmou o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro. Questionado se a decisão de pôr aparecido frente a frente com os parlamentares não seria arriscada, Múcio respondeu com uma pergunta: "Mas o que não é risco? Dos perigos, antes o conhecido."

A estratégia foi decidida depois de várias conversas de Múcio com auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). "A orientação do governo é para os dois (José Aparecido e André) irem à CPI. E os dois devem depor no mesmo dia", comentou Jucá, que também repassou a tática com a líder do governo no Congresso, Roseana Sarney (PMDB-MA). "É uma questão de simbologia. O governo quer pagar para ver; não teme nada. Por isso, a nossa posição é apoiar a convocação e esclarecer os fatos", insistiu Jucá.

Os petistas que, em um primeiro momento, fizeram restrições à convocação de José Aparecido, mudaram de idéia e passaram a defender o depoimento do secretário. "Estamos diante de uma situação que não tem saída: eles têm de ir na CPI e se explicar. Se eles não forem, a CPI se desmoraliza", disse o relator da comissão de inquérito, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ). "Ninguém pode pedir um sacrifício para que nós não o convoquemos", completou o petista.

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