O Planalto aceita sem problemas o nome do deputado Michel Temer (PMDB-SP) para vice na chapa da pré-candidata Dilma Rousseff à Presidência, disse Gilberto Carvalho, chefe de gabinete pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele avalia que é irrepreensível a postura de Temer no comando da Câmara em relação ao governo.

"Se eles trouxerem mesmo o nome do Temer, vai ser acolhido", afirmou. "Não vamos fazer marola nesse tema, não." Carvalho afirmou que não há orientação para "plantar" o nome do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, filiado no ano passado ao PMDB - ele deve continuar no BC até o fim do governo.

A declaração tem significado simbólico, já que nas últimas semanas houve uma série de articulações nos bastidores para derrubar a provável indicação do peemedebista.

Carvalho confidenciou ainda que Lula já tem uma solução para o quadro confuso em Minas, onde três aliados querem disputar o governo estadual - o ex-prefeito Fernando Pimentel (PT) e os ministros Patrus Ananias (PT) e Hélio Costa (PMDB). A solução é lançar o vice-presidente José Alencar ao Palácio da Liberdade.

Segundo o auxiliar, "a saúde do presidente está ótima", principalmente agora que parou de fumar, depois do susto da hipertensão, semana passada. A respeito da candidatura de Ciro Gomes (PSB-CE), ele disse que o presidente continua na expectativa de contar com ele na disputa pelo governo de São Paulo.

Carvalho disse também que o governo não teme a candidatura de José Serra. "Eu acho que hoje o candidato da oposição é o Serra. Se vier o Aécio Neves como vice, ninguém vai tremer deste lado. A chapa é forte? É. Mas não é imbatível."

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