Plácido Domingo fala de medo do câncer antes de volta aos palcos

Plácido Domingo admitiu que sentiu medo quando descobriu que tinha câncer de cólon e disse que está felicíssimo por poder voltar a cantar em público no teatro La Scala de Milão, uma das salas de ópera mais desafiadoras do mundo.

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O tenor Plácido Domingo

"A alegria de retornar a Milão é imensa, especialmente por poder continuar minha carreira, após algum medo", disse o tenor de 69 anos na segunda-feira, antes de estrear sua temporada no La Scala em 16 de abril.

Domingo vai cantar o papel barítono de Simon Boccanegra na ópera desse título de Giuseppe Verdi, na Scala, cujo público é conhecido por expressar vocalmente sua apreciação - ou rejeição - de cantores.

Os preços dos ingressos variam entre 12 e 187 euros, e os fãs da ópera milaneses já compraram a maioria dos lugares disponíveis (www.teatroallascala.org).

Único cantor remanescente do famoso trio "Os Três Tenores", depois de Luciano Pavarotti ter morrido de câncer em 2007 e José Carreras ter anunciado sua aposentadoria no ano passado, Plácido Domingo foi submetido a cirurgia em Nova York no mês passado para a retirada de um pólipo maligno de seu cólon.

"Ouvir a palavra 'tumor' é uma coisa que assusta", disse ele a jornalistas, trajando um blazer azul que parecia grande demais para ele.

O tenor aconselhou outras pessoas a não demorarem tanto quanto ele a fazer exames preventivos de câncer, para evitar problemas semelhantes.

"Estou recomendando a todos que façam os exames. Isso só leva meia hora ou 40 minutos", disse ele.

Com relação a sua voz, Domingo disse que continua a ser tenor.

Ele estreou no papel de barítono de Boccanegra no Royal Opera House de Londres no ano passado. As vozes de tenores frequentemente ficam mais baixas no registro vocal quando os cantores envelhecem.

O cantor disse que foi convidado a gravar "Rigoletto", de Verdi, mas que isso vai depender de como ele estiver se sentindo.

Daniel Barenboim, que vai reger a ópera e é um dos melhores pianistas do mundo, disse que está "muito feliz" por reger "Boccanegra" em La Scala.

"É uma ocasião muito especial para mim. "Domingo) é alguém que admiro há muitos anos e é também um amigo íntimo há muitos anos."

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