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Pixar aposta em ficção científica e romance em seu novo filme, Wall-E

EMERYVILLE (EUA) - É 2700 e a Terra está coberta de lixo. Os humanos estão em órbita na nave-cruzeiro espacial Axiom esperando o planeta voltar a ser habitável. E o último de uma série de robôs programados para limpar a sujeira vaga acompanhado de uma barata compactando lixo e colecionando objetos que lhe parecem curiosos.

Marcela Tavares |

Assim começa Wall-E, a nova animação da Pixar, estúdio responsável por Toy Story, Procurando Nemo e Ratatouille, e que estréia em 27 de junho deste ano. A reportagem do iG assistiu aos primeiros 25 minutos do filme e a mais duas cenas na sala de projeção da Pixar, na Califórnia.

Nos primeiros momentos do filme tudo que se vê é a superfície quente da Terra, os arranha-céus formados por pilhas de lixo e Wall-E fazendo pacientemente seu trabalho de compactação e organização de lixo, tudo isso com a impressionante direção de câmera, um dos pedidos do diretor Andrew Stanton para a equipe de efeitos do filme. As tomadas são lindas e realmente se tem a impressão de que tudo foi fotografado e não gerado diretamente em computadores.

Enquanto cuida do lixo, Wall-E vai colecionando objetos que lhe parecem curiosos: um sutiã, um cubo mágico e, escondido dentro de um velho refrigerador, uma plantinha. Tudo que ele encontra é guardado no caminhão que ele usa de casa, numa estante giratória. E para se distrair, além da companhia da barata Hal, ele assiste repetidamente Alo, Dolly. A sua rotina só é quebrada com a chegada de Eve, uma robô enviada pelos humanos para rastrear a Terra por sinais de que é possível voltar a habitar o planeta.

Por ser um robô, Wall-E não fala, solta barulhinhos criados por Ben Burtt, o designer de som responsável por todos os sons de Star Wars (sim, é o homem que desenvolveu o som da respiração de Darth Vader, a voz de R2D2 e o barulho dos sabres de luz) e especialmente contratado para conseguir fazer uma voz para o robô que conseguisse passar sentimentos.

O fato do filme ter poucos diálogos é uma aposta que a Pixar sabe ser arriscada, mas que dá ao filme um diferencial incrível. Eles ficariam completamente desnecessários diante do perfeito trabalho da equipe de animação, que usou Charles Chaplin e Buster Keaton como referências para dar a Wall-E personalidade. As cenas são tão fluidas e bem estruturadas que dá até uma certa apreensão de esperar o momento em que os humanos vão aparecer e quebrar o silêncio.

Se mantidos os ritmos e qualidade das três cenas apresentadas aos jornalistas, Wall-E vai facilmente ser o melhor filme a sair do estúdio que já criou histórias tão incríveis quanto Toy Story e Monstros S.A..

Além da prévia do filme, tivemos a oportunidade de conversar com os criadores e colaboradores da produção de Wall-E. Confira abaixo como foram todas as etapas da produção do filme.

Leia mais sobre o filme "Wall-E" .

A jornalista viajou a convite da Disney .

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