Pinturas de Hitler são postas à venda na Grã-Bretanha

LONDRES (Reuters) - Uma casa de leilão britânica anunciou que pretende vender 13 quadros que seriam de autoria do líder nazista Adolf Hitler no próximo mês. Os trabalhos, inclusive um autorretrato de quando Hitler era um esforçado artista em Viena, serão leiloados no dia 23 de abril, disse a casa de leilão Mullocks.

Reuters |

Há dois anos, 21 quadros atribuídos a Hitler foram vendidos por uma casa de leilão da Inglaterra por 118 mil libras (172 mil dólares), mais do que o dobro do que estava previsto. As vendas aumentaram as dúvidas entre alguns especialistas sobre a autenticidade das pinturas.

"Eu já vi bastante das obras de Hitler, e os temas tendem a ser os mesmos", disse Richard Westwood-Brookes, um especialista em documentos históricos que estará presente no leilão da Mullock's.

Ele disse que Hitler gostava de pintar quadros com flores, especialmente rosas, e paisagens românticas com cabanas.

No autorretrato, uma aquarela, o futuro líder do Terceiro Reich está pensativo, sentado em uma ponte de pedra, vestindo um terno marrom. Em seu rosto falta o nariz e a boca, assim como o tradicional bigodinho.

"Estas não são exatamente as pinturas mais bonitas do mundo", disse Westwood-Brookes, acrescentando que as obras podem arrecadar entre 400 e mil libras (de 580 a 1.460 dólares), cada.

Ele disse que os compradores são provavelmente "pessoas que são genuinamente interessadas em Hitler como uma figura da história". Um empresário russo desconhecido foi o principal comprador do último leilão.

Hitler aplicou para estudar na escola de arte de Viena, mas seu pedido foi negado. Então ele entrou para o Exército e lutou na 1a Guerra Mundial.

Westwood-Brookes disse que um especialista austríaco emitiu certificados de autenticidade das pinturas, as quais pertenceram a um soldado britânico que estava em um posto em Esse, na Alemanha, em 1945.

A autenticidade das peças associadas a Hitler tem sido um ponto da discórdia. Em 1983, a revista alemã Stern publicou o que seriam trechos dos diários de Hitler. Mais tarde, eles foram tidos como falsificações.

(Reportagem de Catherine Bosley)

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