Pinturas atribuídas a Hitler são vendidas por 143 mil dólares

LONDRES (Reuters) - Alguns quadros atribuídos a Adolf Hitler foram vendidos por quase 98 mil libras (143 mil dólares) em um leilão na Grã-Bretanha, bem acima do valor estimado antes da venda. Entre as obras, estava uma aquarela de uma figura pensativa sentada no fim de uma ponte de pedra com as letras A. H., escritas ao lado. Este quadro foi vendido por 10 mil libras.

Reuters |

O quadro tem data de 1908, época em que Hitler era um aspirante a artista em Viena. O rosto da figura está sem o nariz e a boca, bem como o tradicional bigodinho.

Hitler aplicou para estudar na escola de arte de Viena, mas seu pedido foi negado e, então, ele se uniu ao Exército e lutou na 1a Guerra Mundial.

Uma paisagem dos Alpes pintada a óleo alcançou 13.500 libras.

"Eu fiquei totalmente sem fala, para ser honesto", disse Richard Westwood-Brookes, um especialista de documentos históricos que esteve no leilão de quinta-feira na casa Mullock's.

Ele esperava que os 12 quadros em oferta -- aquarelas, pinturas a óleo e dois outros trabalhos -- fossem atingir entre 400 e mil libras cada.

"Eu considero o mérito artístico das obras em pé de igualdade com um bom amador", disse à Reuters Westwood-Brookes.

"Mas as pessoas não querem adquirir isto pelo seu mérito artístico. Eles querem ter algo que pertença a alguém famoso na história."

Ele disse que acredita que os trabalhos, todos assinados "A. Hitler", são genuínos. Um especialista austríaco emitiu certificados de autenticidade das pinturas, as quais pertenceram a um soldado britânico que estava em um posto em Essen, na Alemanha, em 1945.

Mas Westwood-Brookes admitiu que não há como ter certeza.

Dois anos atrás, 21 pinturas atribuídas a Hitler foram vendidas por uma casa de leilão na Inglaterra, por 118 mil libras ou mais de duas vezes da estimativa da pré-venda.

A autenticidade das peças associadas a Hitler tem sido um ponto de discórdia. Em 1983, a revista alemã Stern publicou o que seriam trechos dos diários de Hitler. Mais tarde, eles foram tidos como falsificações.

(Reportagem de Mike Collett-White)

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