As pichações feitas na estátua do Cristo Redentor já foram apagadas, segundo informou a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb). As inscrições foram descobertas na quinta-feira quando a ministra do Meio Ambiente, Izabella Mônica Vieira Teixeira, e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, sobrevoaram o Parque Nacional da Tijuca, onde está localizado monumento.

Genilson Araújo / Agência O Globo

Parte da cabeça da estátua do Cristo Redentor pichada no Rio de Janeiro

Às vésperas de completar 80 anos, a estátua do Cristo Redentor, uma das sete novas maravilhas do mundo, foi pichada pela primeira vez. Os pichadores escreveram frases por todo o monumento, como onde está a engenheira Patrícia? e quando os gatos saem, os ratos fazem a festa. O prefeito do Rio classificou o ataque de crime de lesa-pátria.

Os vândalos subiram pelos andaimes que cercam a estátua, para uma obra de restauro prevista para durar dois meses, e picharam principalmente braços, peito e rosto. Nós vamos descobrir o responsável pelo ataque. É inadmissível que no momento que a cidade está passando, alguém pense em fazer uma coisa destas, afirmou Eduardo Paes.

Agentes da Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da Polícia Federal e peritos da corporação já foram ao local e investigam o ato de vandalismo. De acordo com o chefe do Parque Nacional da Tijuca, Bernardo Issa, as oito câmeras que filmam a parte alta do monumento estão fora do ar desde o temporal da semana passada.

A segurança no Cristo Redentor é feita por uma empresa particular, mas os agentes não perceberam a movimentação. A área é muito grande. E nós não esperávamos uma ação covarde como esta, afirmou Issa. Desde hoje, guardas florestais reforçam a segurança.

Antônio Celso Franco, pai da engenheira Patrícia Franco, desaparecida desde junho de 2008, ficou estarrecido por terem usado a mesma frase que a família cunhou nas manifestações em que pedia rapidez nas investigações sobre o caso. Isso não é protesto, é ato de vandalismo. Nossa família jamais faria isso nem nenhum dos nossos amigos. Repudiamos esse tipo de atitude, afirmou.

O Cristo Redentor já havia sido alvo de pichadores em novembro de 1991. Dois paulistas de 17 anos fizeram inscrições na base do monumento, sem atingir, no entanto, as pastilhas de pedra sabão que recobrem a estátua. À época, investigação da Guarda Municipal apontava que a ação tinha se originado numa aposta entre gangues de pichadores.

*com informações de iG São Paulo e Agência Estado

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