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Pianista Yaniel Matos lança novo CD em São Paulo

SÃO PAULO ¿ Faz quase dez anos que o pianista cubano Yaniel Matos trocou Havana por São Paulo. Mas não parou por aqui. Viajou diversas vezes para outros lugares do País, e teve contato com a diversidade rítmica brasileira, muito além do samba e da bossa nova que conhecia de longe. Essas andanças todas, mais um retorno a Cuba e a influência do jazz e do pop mundial resultaram no CD En Movimiento, primeiro trabalho-solo e independente do músico.

Agência Estado |

Yaniel Matos toca no Ibirapuera / Divulgação

Com convidados, hoje (Paula Santisteban) e amanhã (Simoninha) ele faz shows interpretando os temas cheios de suingue do CD no Auditório Ibirapuera, em São Paulo. O baterista cubano Dafnis Prieto participa do dois.

"Este CD é fruto da minha vivência feliz aqui. E São Paulo é uma cidade que me ajudou muito, porque aqui você encontra música do mundo inteiro", diz o pianista, que também integra o Mani Padme Trio e já tocou com Chucho Valdés e Lenine, entre outros. "Vim para cá com 24 anos e já havia tocado com todo mundo em Cuba. Lá, a gente começa muito cedo, sem a possibilidade de reprovar. Se a gente é reprovado, acaba a carreira."

Aqui, a convivência com Carlinhos Brown (com quem gravou o álbum 'Carlito Marron') em muitas idas à Bahia, despertou o interesse pela world music. "Ao mesmo tempo sempre fui jazzista, mas gosto mais do jazz latino-americano, que tem pouca gente que faz." Isso tudo, que ele foi absorvendo aos poucos, com a diversidade brasileira que o envolveu, não cabia no conceito do Mani Padme. "O trabalho com o trio pode até soar mais europeu, não tem essa sonoridade latino-americana, tem mais silêncio. É um som de paz. Eu precisava também de um pouco mais de porrada."

Formando em violoncelo aos 18 anos, Yaniel graduou-se também em composição no Instituto Superior de Arte, em Havana, além de aprender piano. "O piano em Cuba é uma matéria a mais, como se fosse matemática. É obrigatório para todos os instrumentistas", conta. Com essa base toda, ele veio ao Brasil e disse que "pirou" quando viu os índios guaranis. A propósito, usou um trecho de canto indígena na faixa Txai, uma das mais pop do CD, que também tem Carnaval e Danza de Orichas, cujos títulos falam por si.

Yaniel Matos. Auditório Ibirapuera (800 lug.). Av. Pedro Álvares Cabral, s/n.º, portão 2, Parque do Ibirapuera. Tel. (011) 3629-1075. 6.ª e sáb., 21h. R$ 30.

 

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