PF vai investigar vazamento de prova da OAB

Após uma sequência de denúncias de fraudes, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entrou com queixa crime na Polícia Federal (PF) contra a violação de seu exame nacional. Além disso, adotou um conjunto de medidas para preservar a lisura dos testes para registro de novos profissionais.

Agência Estado |

A denúncia foi motivada pelo último caso de fraude, ocorrido no exame de ordem realizado em 28 de fevereiro, na cidade de Osasco (SP). A comissão encarregada pela aplicação da segunda fase da prova detectou vazamento de questões e várias irregularidades.

A queixa foi formalizada pelo presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante. O diretor-geral interino da PF, delegado Luiz Pontel de Souza, informou que abrirá o inquérito e pedirá à Superintendência do órgão em São Paulo a designação do delegado encarregado. Ophir determinou também a suspensão da correção e divulgação dos resultados do exame, e pediu que o Centro de Seleção e Promoção de Eventos da UnB (Cespe), responsável pela aplicação das provas, abra imediatamente uma sindicância para apuração de responsabilidades internas.

Em dezembro passado, a OAB de São Paulo já havia suspenso o exame marcado para a capital e 27 cidades do interior, ante a suspeita de fraude. Um cursinho preparatório para o exame teria aplicado questões idênticas à que constava da prova. Denúncias desse tipo vinham se acumulando nos vários Estados e, por isso, a OAB promoveu mudanças e unificou a aplicação do exame em todo o País, entregue à coordenação do Cespe.

Mas, segundo constatou a direção da OAB, mal o novo modelo começou a funcionar, surgiu a primeira denúncia de violação da prova. O exame de ordem é um dos testes de seleção mais difíceis do País e, em média, apenas 70% dos candidatos são aprovados.

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