PF vai investigar fraude em hospitais no Rio

A Polícia Federal vai investigar as quadrilhas que estariam forjando prontuários médicos para a compra de material em hospitais públicos. Uma investigação da Polícia Civil do Rio encontrou indícios que a fraude descoberta em hospitais municipais pode estar acontecendo em hospitais federais.

Agência Estado |

Hoje, quatro pessoas foram indiciadas. Eles são acusados pela polícia de lucrar R$ 6 milhões com o esquema. Os advogados deles negam as acusações.

As fraudes descobertas pela Polícia Civil aconteciam em cirurgias de aneurisma. Os médicos falsificavam o prontuário e requisitavam ao Hospital Municipal Salgado Filho a compra de uma espiral de platina, uma pequena mola, colocada dentro da área dilatada. Cada peça custaria cerca de R$ 2.200. Em pelo menos três casos, os pacientes não chegaram a receber o dispositivo.

A suspeita levantada pela Polícia Civil é baseada no fato de que a Extencion, a empresa suspeita pelas fraudes, nos últimos três anos teve contratos de R$ 120 milhões com a União. Após vencer licitações, a empresa foi fornecedora de materiais para os hospitais Central do Exército, Geral de Bonsucesso e Universitário Antônio Pedro (Niterói).

A Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Saúde Pública indiciou Jorge Figueiredo Novaes, dono da Extencion, a gerente da empresa, Fernanda da Silva, e o vendedor Henrique da Silva Bria, além do médico Carlos Henrique Ribeiro, que comandava o serviço de neurocirurgia do Salgado Filho. Eles vão responder pelos crimes de falsidade ideológica, uso de documento falso e formação de quadrilha. O médico também foi indiciado por corrupção passiva e os três integrantes da empresa, por corrupção ativa. As penas pelos crimes chegam a mais de 10 anos de prisão.

A Secretaria Municipal de Saúde instaurou processo administrativo e informou que o médico foi afastado de suas funções no hospital até a conclusão do inquérito policial.

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