PF vai apurar troca de tiros com PMs em Minas Gerais

A Polícia Federal instaurou hoje inquérito para apurar a troca de tiros entre agentes federais e policiais militares ocorrida ontem, em Governador Valadares, na região leste de Minas Gerais. O incidente ocorreu em uma praça de um bairro de alta criminalidade da cidade.

Agência Estado |

Os policiais envolvidos fazem parte do serviço de inteligência da corporação. Como não estavam caracterizados, os policiais teriam se confundido com bandidos armados. Dois PMs e um instrutor de auto-escola que passava pelo local ficaram feridos, mas não correm risco de morte.

Por volta das 17h, quatro agentes que estavam em um veículo de passeio e investigavam o tráfico de drogas na região do bairro Santa Helena começaram a ser perseguidos por um carro, onde estavam quatro PMs do setor de inteligência da corporação, que suspeitaram do veículo onde estavam os federais, por ter os vidros escuros e placas de outra cidade. Segundo a PM, quando abordaram o carro, os militares foram recebidos a bala.

Um cabo foi atingido no braço direito e um soldado recebeu um tiro na mão direita. Os nomes dos PMs não foram divulgados. Eles estavam internados em observação. O instrutor de auto-escola Marcos Aurélio Munis de Oliveira foi baleado de raspão no peito e liberado depois de medicado. O tiroteio ocorreu na Praça da Valdinelly, uma área movimentada, com várias lojas e casas. O carro da PM foi atingido por pelo menos 15 dos 22 tiros disparados. A PM afirma que seus homens não fizeram disparos, mas testemunhas afirmaram que houve revide.

"Foi um incidente em razão das circunstâncias. Não dá para dizer que foi culpa de ninguém. É algo possível de acontecer em qualquer lugar, principalmente um local freqüentado por bandidos", disse o delegado Rui Antônio da Silva, chefe da PF em Governador Valadares. O tenente-coronel Ricardo Calixto, da assessoria de comunicação da PM, disse que uma sindicância regular será aberta pela corporação para apurar as circunstâncias do episódio. Ele, porém, fez questão de classificar o fato como um "incidente ocasional", que não irá influir no bom relacionamento entre as duas corporações.

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