PF suspeita de repasses ilegais de secretário de Yeda

Interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal com autorização da Justiça, durante a Operação Solidária, mostram conversas entre o secretário da Habitação do Rio Grande do Sul, Marco Alba (PMDB), e o empresário Marco Antônio Camino, dono da MAC Engenharia. Os investigadores suspeitam se tratar de diálogos cifrados sobre repasses de dinheiro.

Agência Estado |

Os grampos foram obtidos e divulgados hoje pela "Rádio Gaúcha". Num deles, de 19 de fevereiro do ano passado, Alba avisa o interlocutor, que já era investigado por suposto pagamento de propina a agentes públicos, que enviaria um emissário à sede da empresa. "Meu líder, meu político vai dar uma passada aí", diz, num trecho do diálogo. Duas horas depois, Camino avisa seu funcionário Woodson Martins que Juvir Costela, chefe de gabinete do secretário, passaria pela empresa "para pegar metade daquele negócio lá".

Ainda em 2008, no dia 28 de maio, Costela conversa com Camino e diz "o chefe pediu para pegar um CD com o senhor". O empresário responde "comigo não, com o Woodson". Pouco depois, Woodson liga para o empresário e pergunta "só para confirmar, é 50 quilos de costela, né?"
Costela não é investigado pela Polícia Federal.

Alba afirma que suas conversas foram informais, não comprovam ilicitudes, e foram tiradas de contexto. O advogado de Camino, Felipe Pozzebon, não retornou as ligações feitas pelo jornal O Estado de S. Paulo até o fechamento desta edição, mas vem afirmando à imprensa gaúcha que tudo será esclarecido no âmbito adequado.

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