PF prende suspeito de comandar esquema de exploração sexual de crianças em RO

A Polícia Federal de Rondônia prendeu, na manhã desta terça-feira, um empresário suspeito de aliciar meninas de 11 a 17 anos para a realização de programas na capital do Estado. A polícia considera que pelo menos 20 garotas tenham sido vítimas do esquema.

Lecticia Maggi, iG São Paulo |

De acordo com a PF, a prisão aconteceu durante a Operação Rio Preto, deflagrada com o obetivo de combater a exploração sexual na cidade de Porto Velho e imediações. O empresário foi preso em flagrante por volta das 6h na própria casa e, segundo a polícia, estava com uma adolescente de 16 anos no quarto. Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão.

Conforme a PF, os encontros aconteciam, principalmente, em uma casa flutuante localizada no rio Preto, distante cerca de 25km da capital, e nas residências dos clientes.

As vítimas eram crianças de baixa renda, carentes e que iam aos encontros em troca de pequenos presentes, como roupas, afirma ao iG o superintendente da PF Cezar Luiz Busto de Souza. Verificamos que o investigado ia inclusive até o colégio buscar as meninas e retirava-as da sala de aula para promover os encontros. Elas iam para a casa dele ainda de uniforme, acrescenta.

Souza afirma que o empresário contava com uma rede de colaboradores, formada por mulheres adultas que, em troca de vantagens financeiras, recrutavam as menores.  Algumas mães das meninas também eram coniventes e por cerca de R$ 50 deixavam as filhas à disposição do empresário, afirma o policial.

Investigação

Segundo a polícia, as investigações tiveram início em setembro de 2009 a partir de informações prestadas pelo Juizado da Infância e da Juventude e de indícios colhidos no decorrer da Operação Abate. Realizada com o objetivo de desarticular uma organização que favorecia ilegalmente empresas frigoríficas da região, a Operação Abate apontou para a existência do esquema de exploração infantil.

Nesta terça-feira, cinco meninas prestaram depoimento na delegacia da PF. Psicólogos e Assistentes Sociais acompanham o caso. Estamos oubvindo as vítimas e procurando outros envolvidos, afirma Souza.

Leia mais sobre: exploração de crianças

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG