PF prende quatro supostos traficantes de crack no RS

Quatro pessoas foram presas hoje em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, acusadas de comercializar ilegalmente armas de fogo na fronteira do Brasil com o Uruguai, em uma operação que foi desmembrada para englobar também o tráfico de drogas, segundo a Polícia Federal (PF). A Operação Grande Oriente cumpriu ainda mandados de busca e apreensão.

Agência Estado |

Desde abril de 2009, agentes da PF investigam a ação da quadrilha. Foi apurada a vinculação de um dos suspeitos, o uruguaianense P.R.F.P., não só com o comércio clandestino de armas, mas também com o tráfico de drogas, sendo que a investigação foi fracionada para fins de investigação de ambos os delitos.

P.R.F.P. era supostamente responsável pela distribuição de crack em nível regional, entregando a substância entorpecente a traficantes varejistas das cidades de Uruguaiana e Alegrete. O fornecedor da droga era o detento R.F.S.S., recolhido na Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ), em virtude de condenação por homicídio.

Segundo a PF, R.F.S.S. fazia uso de telefones celulares e liderava o tráfico de drogas de dentro da PEJ. Para tanto, era auxiliado pela sua mulher, pela sua irmã, por uma amiga e por outras mulheres utilizadas como "mulas", ou seja, transportadoras de drogas. Uma destas "mulas" foi presa em flagrante em Uruguaiana, no dia 14 de junho de 2009, transportando pouco mais de um quilo de crack. Ela está presa na Penitenciária Modulada de Uruguaiana.

Outra, de nome A.S.N., foi presa em flagrante no dia 21 de julho de 2009, junto com o distribuidor de drogas P.R.F.P. e com o indivíduo E.R.A.C.. Os supostos traficantes mudaram sua tática de transporte, determinando à "mula" que viajasse até a cidade de Itaqui-RS, onde seria buscada, de carro, por P.R.F.P. e E.R.A.C.. Assim que deixaram a cidade de Itaqui, P.R.F.P, E.R.A.C. e A.S.N. foram presos em flagrante, transportando 1 quilo e 200 gramas de crack.

R.F.S.S., além de supostamente vender a droga para a fronteira oeste do Estado, mantinha um ponto de comércio varejista da droga no bairro Cristal, em Porto Alegre, capitaneado por sua irmã. O crack era adquirido de distribuidores nacionais na fronteira do Brasil com o Paraguai.

No que se refere à investigação acerca da importação ilegal de armas e munições, foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra investigados residentes em Bento Gonçalves, Cotiporã, Santa Maria, Nova Esperança do Sul e Alegrete.

Os investigados da importação ilegal de armas e munições não têm vinculação com o tráfico de drogas ou com o crime organizado e são atiradores e caçadores que adquiriram armas e munições em solo uruguaio, de forma clandestina, em busca de preços mais atraentes e da facilidade de aquisição de armas naquele país.

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