PF prende quadrilha especializada no tráfico internacional

Durante 18 meses de investigações, 42 pessoas foram presas, 1 está foragida e outros 7 mandados são cumpridos no exterior

iG São Paulo |

A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta quarta-feira, 22 pessoas acusadas de participarem de uma quadrilha especializada no tráfico internacional de drogas, e outros sete mandados de prisão estão sendo cumpridos no exterior.  O grupo, segundo a PF, era formado por brasileiros, colombianos, bolivianos e europeus, e tinha como base a capital de São Paulo.

Durante as investigações da Operação Deserto, que duraram 18 meses, 20 pessoas já haviam sido presas em flagrante, e apenas uma está foragida. Nesta Operação, a PF apreendeu 2,350 toneladas de cocaína; uma grande quantidade de produtos químicos e maquinários destinados à preparação e adulteração de drogas; armas e munições, incluindo dez granadas anti-tanque; 33 carros; e dois aviões, que eram utilizados para transportarem pequenas quantidades de droga nas asas; e aproximadamente R$ 500 mil em dinheiro.

Segundo a PF, a atividade do grupo envolvia desde a internação no Brasil da cocaína vinda da Bolívia até sua remessa para a Europa e África, e contava, ainda, com a distribuição em menor escala da droga no mercado interno do tráfico.

A operação envolvia quatro células, de acordo com a PF, a primeira formada pelos fornecedores da cocaína na Bolívia, local de armazenamento até que houvesse a remessa para o Brasil. A segunda célula era constituída pelos compradores da droga, traficantes brasileiros e estrangeiros, com atuação concentrada nos grandes centros, especialmente na cidade de São Paulo.

As investigações apontaram a terceira célula como coordenadora dos negócios do grupo no Brasil. A quarta e última célula era integrada pelos intermediários, uma verdadeira rede de colaboradores, componentes da engrenagem necessária para que o ciclo do narcotráfico internacional pudesse ser completado, o que envolvia o transporte aéreo e terrestre da cocaína e a guarda do entorpecente antes da efetiva entrega a compradores.

Os presos serão indiciados, de acordo com suas participações, pelos crimes de tráfico internacional de cocaína, precursores químicos e maquinários destinados à preparação e adulteração da droga; associação para o tráfico; financiamento do crime de tráfico; e tráfico internacional de arma de fogo de uso restrito.

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