PF prende quadrilha acusada de trazer chineses ilegais ao Brasil

SÃO PAULO (Reuters) - A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira 12 pessoas acusadas de pertencer a uma quadrilha especializada em trazer ilegalmente cidadãos chineses para trabalhar no Brasil. Segundo a PF, 11 pessoas foram presas em Rondônia, de um total de 14 mandados de prisão expedidos pela Justiça Federal.

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O suposto líder da quadrilha, o chinês Zhu Ming Wen, foi preso em São Paulo por policiais federais, que realizaram uma operação na região da rua 25 de março. Ali, cerca de 71 imigrantes ilegais chineses foram detidos e levados à sede da PF na capital paulista para prestar depoimento.

Segundo a PF, eles trabalhavam no país em condições semelhantes à de escravidão. Dois dos detidos já tinham ordem anterior para deixar o Brasil, por estar em situação ilegal no país.

Segundo a PF, a quadrilha presa nesta sexta-feira é composta por aliciadores chamados de "coiotes", que atraíam os chineses com promessas de trabalho no Brasil.

Os acusados devem responder pelos crimes de formação de quadrilha e por manter os trabalhadores em condições semelhantes à de escravo. As penas podem chegar a 11 anos de prisão.

Zhu Ming Wen, conhecido como Tony, também é acusado de enviar mercadoria contrabandeada de São Paulo para Recife.

A operação Da Shan, como foi batizada, previu também a execução de 24 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Recife, Porto Velho, Guajará-Mirim (RO).

Em nota, a PF disse que os chineses trazidos ao país vêm em sua maioria da província de Fujian, "famosa por abrigar algumas das maiores fábricas de produtos pirateados do mundo". Para chegar ao país, eles utilizavam uma rota que costumava passar por Holanda, Peru, Equador e Bolívia.

O nome da operação significa "grande montanha" em chinês e dá nome à região sul de Fujian.

A PF explicou que as investigações da operação Da Shan começaram em 2008, com prisões de coiotes em flagrante realizadas em Porto Velho, Ji-Paraná e Vilhena relacionadas à entrada ilegal de chineses no país.

"Em uma das ações, chineses foram presos tentando embarcar com o carimbo de visto de entrada falsificados", disse a PF. "Estas prisões revelaram um grande número de chineses que entravam e permaneciam ilegalmente no Brasil por Rondônia."

(Por Fabio Murakawa)

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