FORTALEZA - Após a acareação que a Polícia Federal (PF) fez com Jorge Luiz da Silva, nesta quinta-feira, mais cinco pessoas acusadas de envolvimento no roubo de R$ 164,7 milhões ao caixa forte da agência do Banco Central (BC) de Fortaleza, em agosto de 2005, foram presas. Os nomes dos presos ainda não foram revelados pela PF e as prisões aconteceram em Fortaleza (duas) e Minas Gerais (três).

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Jorge usou o nome de Paulo Sérgio Souza para abrir a empresa de fachada Grama Sintética, de cujo quintal saiu o túnel de 78 metros até o caixa-forte do BC. As acareações com Jorge Luiz continuam em Fortaleza e a esperança da PF é prender mais envolvidos e descobrir onde estão os R$ 100 milhões ainda não recuperados.

Vigilante

Outro acusado do caso, o vigilante Deusimar Neves de Queiroz, de 39 anos, foi preso pela segunda vez em maio deste ano.

Ele tinha conseguido habeas-corpus do Tribunal Regional Federal da 5ª Região com sede em Recife no começo deste ano, mas foi preso por um suposto homicídio que teria cometido. Deusimar teria participado da morte do corretor de veículos Gleidson Freitas de Araújo, de 39 anos.

Deusimar está recolhido ao Departamento de Inteligência Policial, em Fortaleza e deve cumprir ali prisão preventiva de 30 dias. Quanto a sua participação no roubo do BC, ele é acusado de ter passado informações do funcionamento do caixa-forte para o consórcio de quadrilhas que levou o dinheiro.

O caso

Em 6 de agosto de 2005, um grupo de homens comandou o maior assalto a bancos da história do País. Após cavar um túnel entre uma casa e a sede do Banco Central de Fortaleza, a quadrilha levou R$ 164 milhões.  Onze pessoas foram presas por envolvimento com o crime.

O circuito interno de imagens não gravou as cenas do roubo, mas as investigações revelaram que o túnel tinha 80x70m e eles tiveram que perfurar o piso de ferro revestido de concreto par entrar no cofre.

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