PF prende executivos da Agrenco por desvio de recursos

A Polícia Federal prendeu hoje dois funcionários da Agrenco acusados de desvio de recursos da empresa, segundo informações do superintendente da Polícia Federal (PF) em Santa Catarina, Marcos Moura. A ação da PF faz parte da Operação Influenza, deflagrada hoje em São Paulo e Santa Catarina.

Agência Estado |

De acordo com Moura, Antonio Augusto Pires Junior e Antonio Iafelice foram presos sob a acusação de terem maquiado balanços financeiros da companhia, a fim de esconder desvios de recursos em benefício próprio.

De acordo com informações da página da Agrenco na internet, Iafelice é diretor-presidente da empresa e Pires Junior é diretor de operações. Além dos executivos, outras 22 pessoas foram detidas por envolvimento na operação, incluindo o delegado do município de Itajaí, Jackson Aluir Corbari.

Entre as acusações que pesam sobre os envolvidos no esquema, o superintendente da PF citou os crimes de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, falsidade ideológica, remessa ilegal de dinheiro ao exterior e corrupção ativa e passiva. Moura informou ainda que uma operação de busca está sendo feita nesta tarde na sede da Agrenco, em São Paulo, para apreensão de documentos. A Agrenco, que atua como trading, opera no porto de Itajaí.

A Agrenco Ltd. é uma companhia de serviços integrados que atua nos setores de agronegócio e biocombustível em âmbito mundial. Está presente em toda a cadeia de valor do agronegócio: compra da produção e prestação de assistência técnica e financeira a produtores (originação), armazenamento e transporte de produtos agrícolas (logística) e venda e distribuição destes produtos a consumidores finais em todo o mundo (distribuição).

A Operação Influenza foi deflagrada para desvendar uma organização criminosa que internava divisas, efetuava operações cambiais ilegais e movimentações por meio de "laranjas", ocultava bens e rendas e simulava operações com o uso de documentos falsos e fraudes em licitações.

A Agrenco deve se manifestar sobre a operação por meio de sua assessoria de imprensa até o final do dia.

Após a notícia, a Bovespa suspendeu os negócios com os BDRs (recibos de ações negociados no Brasil) da Agrenco, no aguardo de esclarecimentos. Até a suspensão, os BDRs despencavam 46,81%.

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