PF prende 70 e desmonta 2 redes de tráfico de drogas

Ao deflagrarem ontem no Rio e em mais sete Estados as Operações Trilha e Nocaute, a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria da República desmontaram duas redes criminosas com cerca de 70 pessoas, que abasteciam a classe média fluminense com drogas sintéticas. Os grupos tinham uma ligação: o mesmo fornecedor da cocaína, que era levada para a Europa e trocada por comprimidos de ecstasy, LSD e skunk.

Agência Estado |

Além da negociação com drogas sintéticas trazidas por mulas (pessoas comuns), os detidos apresentavam em comum o fato de serem jovens (em torno de 26 anos) e usarem com frequência a internet e os serviços de mensagens de texto da web e de celulares (SMS).

Na descrição dos procuradores José Simões Vagos e Orlando Monteiro da Cunha são “jovens de classe média alta, residentes em bairros nobres, principalmente no Rio, muitos praticantes de surfe e frequentadores de academias, que largaram os estudos e jamais tiveram ocupação lícita formal ou informal, se dedicando exclusiva e diuturnamente ao nefasto comércio de entorpecentes, em que auferem rendimentos que possibilitam a ostentação de um padrão de vida sedutor para a maioria dos colegas de sua idade”.

Segundo a Operação Trilha - cujo nome surgiu da prisão de dois brasileiros, em Paris, com drogas levadas em mochilas -, o grupo comandado pelos irmãos Rafael e Alessandro Fernandes Campos Lima arregimentava mulas brasileiras para levarem a cocaína e trazerem drogas sintéticas da Europa. A cocaína era fornecida por Magno Gil Piedade e trazida do Paraguai. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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