PF prende 44 acusados de desviar R$ 200 milhões; entre os presos, 14 prefeitos

BELO HORIZONTE - A Polícia Federal prendeu, nesta quarta-feira, 44 suspeitos de participarem de um esquema de liberação irregular de verbas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Conforme a PF, entre os presos estão 14 prefeitos de Minas Gerais e Bahia. A polícia também prendeu nove advogados, um juiz federal, quatro procuradores, quatro servidores da Justiça, um gerente da Caixa Econômica Federal e um lobista. O prejuízo causado pela quadrilha aos cofres públicos é estimado em mais de R$ 200 milhões.

Redação com Agência Estado |

AE

Prefeito de Sobradinho, Antônio de Souza, foi preso 

De acordo com a PF, os prefeitos suspeitos de irregularidades são das cidades mineiras de Almenara, Cachoeira da Prata, Conselheiro Lafaiete, Divinópolis, Timóteo, Ervália, Juiz de Fora, Minas Novas, Salto da Divisa, Medina, Rubim, além de outro município que a PF não soube informar. Na Bahia, foram detidos os prefeitos de Sobradinho, Antônio Gilberto de Souza, e de Itabela, Paulo Ernesto Pessanha da Silva, conhecido como Junior Dapé.

Os dois foram surpreendidos no começo da manhã em suas casas e ambos dormiam quando as equipes da PF chegaram. Balbino foi encaminhado para a sede da Polícia Federal em Juazeiro, no norte do Estado, e Silva foi transferido para a PF de Porto Seguro, no litoral sul baiano. Ainda nesta quarta-feira eles devem embarcar para Belo Horizonte (MG), onde vão ser ouvidos por delegados.

Operação Pasárgada

A Operação Pasárgada conta com cerca de 500 policiais que cumprem 50 mandados de prisão em Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal e 100 mandados de busca e apreensão. Além de agentes da Polícia Federal, participam das equipes 23 analistas de controle e finanças da Controladoria Geral da União (CGU).

Segundo informações da polícia, o esquema consistia em, a partir de decisões judiciais negociadas, repassar a verba federal a municípios em débito com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A polícia informou ainda que as investigações tiveram início há oito meses. Neste período, a PF descobriu que os prefeitos contratavam, sem licitação, um escritório de advocacia, supostamente de um lobista. Ele oferecia vantagens a juízes e servidores da justiça para obter decisões favoráveis e, posteriormente, repartia seus honorários com os prefeitos que o contratava.

Os presos responderão pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, tráfico de influência, advocacia administrativa, exploração de prestígio, fraude a licitação, quebra de sigilo de dados e lavagem de dinheiro, com penas que, somadas, podem chegar a 20 anos de reclusão.

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