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PF prende 22 acusados de integrar máfia do combustível

RIO DE JANEIRO - Até o final da tarde desta quinta-feira, a Operação Resplendor, realizada pela superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro, tinha prendido 22 pessoas, acusadas de envolvimento com a máfia dos combustíveis, em Volta Redonda, no sul fluminense: seis policiais federais, dois policiais civis, um policial militar de São Paulo, 12 empresários (três de São Paulo) e um despachante.

Agência Estado |

Entre os presos estão o delegado-titular, César Augusto Gomes Gaspar, o delegado-substituto, Gustavo Stteel, o chefe do Núcleo Operacional local, Sérgio Vinícius de Oliveira, e três agentes da delegacia. Outro agente estava foragido até o fim da tarde.

A Procuradoria da República denunciou e pediu a prisão de 58 pessoas e a 4ª Vara Federal expediu 40 mandados de prisão preventiva. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), o esquema criminoso incluía o acobertamento policial a atividades comerciais ilícitas, especialmente a compra, distribuição e revenda clandestina de combustíveis, muitas vezes adulterados e com fraudes fiscais.

A Justiça não aceitou os pedidos de prisão contra quatro fiscais da Secretaria da Receita do Estado do Rio, dois motoristas de caminhões e mais oito policiais militares de São Paulo, também denunciados pelo MPF.

Entre os policiais militares do Rio com mandados de prisão estava Rogério Cerqueira, dono da empresa Intacta Segurança Eletrônica e Serviços, de Volta Redonda. A PF fez busca e apreensão na casa da mãe do PM. O delegado Gaspar, dono de uma fazenda em Minas, morava em um hotel de Volta Redonda, mas foi preso na casa da namorada.

As investigações foram iniciadas há seis meses pelo Setor de Inteligência da Superintendência da PF. Os empresários são acusados, entre outros crimes, de corrupção ativa, falsificação de documentos, adulteração e transporte clandestino de combustíveis. De acordo com a PF, o combustível era levado de São Paulo para o sul fluminense.

"Eles usavam notas frias e alguns caminhões passavam sem nota nenhuma", disse o superintendente da PF no Rio, Valdinho Caetano. "Inicialmente, os policiais faziam falsas blitz para extorquir dinheiro. Num segundo momento, estabeleceu-se uma caixinha mensal e o trânsito dos caminhões sem recolhimento dos tributos ficou livre."

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