Após cinco meses de investigação, a Polícia Federal prendeu hoje em São Luís e Alcântara, no Maranhão, 21 pessoas acusadas de integrarem uma quadrilha que teria desviado recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), destinados à construção de escolas, pagamento de professores e dos custos com merenda escolar. A PF estima que em quatro meses, a quadrilha tenha desviado aproximadamente R$ 5 milhões.

A Operação Orthoptera, coordenada pelo delegado Pedro Meireles, foi desencadeada pela PF e pela Controladoria Geral da União (CGU) no início da madrugada para cumprir 24 mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão. Entre os acusados de integrarem a quadrilha, estão a ex-prefeita de Alcântara e atual procuradora-geral do município, Heloísa Helena Franco Leitão; o ex-presidente do Sindicato da Construção Civil do Maranhão (Sinduscon-MA), José Orlando Soares Leite Filho, entre outros empresários e ex-funcionários públicos. Ao todo, cinco empresas - J.V.Silva Júnior; MGP de Sousa Comércio e Serviços; C.A. Morais Comércio, Representações e Serviços; R. Alves de Jesus; e A.H.V dos Santos e Comércio - estariam envolvidas no esquema.

De acordo com as investigações da PF, a quadrilha utilizava notas fiscais frias e empresas de fachada para justificar gastos feitos pela prefeitura de Alcântara na área de educação. O próprio ex-presidente do Sinduscon é acusado de ter aberto uma empresa fantasma em nome de uma empregada doméstica. Essa empresa teria recebido cerca de R$ 900 mil da prefeitura de Alcântara a respeito de uma construção de uma escola no município. Até o início da noite de hoje, o jornal O Estado de S. Paulo não conseguiu manter contato com os acusados de integrarem a fraude, nem com representantes das empresas investigadas na operação.

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