Suspeitos teriam causado um prejuízo de cerca de R$ 62 milhões aos cofres públicos

A Polícia Federal do Mato Grosso do Sul prendeu, na manhã desta segunda-feira, durante a Operação Tellus, vinte suspeitos de desviarem até R$ 62 milhões em recursos destinados à reforma agrária no Estado. Os presos foram encaminhadas ao presídio de Naviraí.

Durante a investigação, foi comprovada a comercialização de 300 lotes, em assentamentos em diversas regiões do Estado. Segundo estimativa do Ministério Público Federal, o dano causado pela organização criminosa, só com esta irregularidade, foi de R$ 12 milhões. Outros R$ 50 milhões foram gastos sem necessidade, em um processo fraudulento de distribuição de 497 lotes a pessoas não habilitadas no programa de reforma agrária do governo federal.

Entre os presos, segundo a PF, há oito assentados, três empresários e nove servidores públicos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Além dos mandados de prisão, ao todo, foram mobilizados 137 policiais e 51 viaturas para cumprir também 25 mandados de busca, onde foram apreendidos dez cheques, R$ 59.940,00; e cinco armas e munições.

De acordo com a PF, as investigações revelaram comercialização de lotes destinados à reforma agrária, com a regularização dessas transações pelos servidores do Incra. Também havia fraudes na relação dos beneficiários para distribuição de lotes nos assentamentos do complexo Santo Antônio, em Itaquiraí, interior do estado.

Os servidores recebiam propina para excluir imóveis rurais do processo de seleção de áreas destinadas a novos assentamentos. Também havia manipulação dos processos de aquisição de produtos e serviços destinados aos assentados, mediante pagamento de propina aos servidores que deveriam fiscalizar a correta aplicação dos recursos públicos.

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