PF prende 15 pessoas em operação contra fraudes em licitações dos Correios

SÃO PAULO ¿ Quinze pessoas foram presas nesta quinta-feira pela Polícia Federal (PF) na operação ¿Déjá Vu¿. A ação, coordenada pela delegacia de Sorocaba (SP), teve como objetivo desarticular uma quadrilha responsável por fraudar licitações dos Correios. Entre os presos estão sete servidores da empresa pública, incluindo dois diretores e um coordenador regional.

Redação |

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A operação foi deflagrada nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal. No total, foram expedidos 19 mandados de prisão temporária e 43 de busca de apreensão, sendo estes todos cumpridos. A polícia apreendeu carros de luxo, computadores, documentos, roupas e R$ 500 mil em dinheiro.

Segundo a polícia, dois dos foragidos estão no Rio de Janeiro e a previsão é de que as prisões sejam efetuadas até esta sexta-feira. Os presos na operação serão indiciados pelos crimes de extorsão, tráfico de influência, corrupção ativa e passiva, advocacia administrativa, formação de quadrilha ou bando, falsidade ideológica e descaminho. De acordo com a PF, a pena pode variar de dois a 12 anos de reclusão.

As investigações tiveram início em janeiro do ano passado a partir de uma denúncia de um franqueado dos Correios em Sorocaba. A pessoa responsável pela agência teria procurado a PF para denunciar que estava sendo vítima de extorsão. Segundo ela, uma pessoa teria entrado em contato com interesse de comprar sua franquia. Se a venda não fosse efetuada, a vítima iria perder a agência. A loja, avaliada em R$ 550 mil, foi vendida por R$ 118 mil.

De acordo com o delegado da PF, Eduardo Alexandre Fontes, que coordenou a operação, a polícia descobriu provas que comprovavam a atuação da quadrilha dentro dos Correios por meio de fraudes nas aquisições de agências franqueadas. Segundo Fontes, os crimes nas licitações resultaram em prejuízos de R$ 21 milhões à União.

As investigações descobriram ainda um esquema de transferência ilegal e serviços de postagens de grandes clientes, como bancos, para uma franquia especificamente, privilegiando interesses particulares. Nesse caso, o prejuízo dos Correios ficou em cerca de R$ 30 milhões por ano, segundo informou o delegado.

De acordo com as investigações, também foram descobertas fraudes na aquisição de  equipamentos e soluções em Tecnologia da Informação dos Correios e do Incra.

Em nota, a direção dos Correios declarou que tomou conhecimento da operação Déjá Vu somente nesta quinta-feira. Segundo a carta, o departamento jurídico da estatal foi acionado para acompanhar o andamento do processo.

A direção da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) afirmou que irá colaborar o máximo possível com o trabalho de apuração da Polícia Federal, fornecendo todos os subsídios para que o processo transcorra com o máximo de transparência e lisura, sempre respeitando os trâmites legais para as ações dessa natureza.

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