Segundo a Polícia Federal, grupo suspeito de fraude em importações atuava há 4 anos

Agentes da Polícia Federal e da Receita Federal prenderam nesta terça-feira 15 pessoas acusadas de importar mercadorias de modo irregular e remeter divisas ao exterior ilegalmente. Após 1 ano e meio de investigação, os policiais federais informaram que a quadrilha, que atuava há 4 anos, sonegava aproximadamente R$ 1 bilhão por ano em tributos.

Policiais federais e agentes da Receita Federal em um galpão na rua Behring, no bairro do Brás, em São Paulo, nesta terça-feira
AE
Policiais federais e agentes da Receita Federal em um galpão na rua Behring, no bairro do Brás, em São Paulo, nesta terça-feira
A Operação Pomar foi deflagrada nesta terça-feira em oito Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Alagoas, Espírito Santo, Rondônia, Mato Grosso do Sul e Goiás, além do Distrito Federal. Segundo a PF, 100 pessoas físicas e 40 pessoas jurídicas foram identificadas como "laranjas" de duas organizações criminosas acusadas de cometer os crimes.

Contando com os 15 presos e dois suspeitos que estão foragidos, 73 pessoas foram indiciadas, entre elas um auditor da Receita Federal do Brasil. Durante a operação ainda foram apreendidos 57 carretas em mercadorias (cada carreta contém o equivalente a 30 toneladas de mercadorias), R$ 700 mil em dinheiro, R$ 2 milhões em cheques. Bens como casas, motos e barcos foram sequestrados.

Segundo a Receita Federal, "as duas organizações criminosas têm origem numa mesma quadrilha e se valeriam de 'laranjas' para cometer o crimes. Segundo o orgão, a investigação apontou que os suspeitos, usando documentos falsos, constituiriam empresas para realizar operações ilegais de comércio exterior, remeter para fora do País os valores obtidos e ocultar a identidade dos verdadeiros responsáveis.

A Receita informou ainda que as mercadorias, que entravam no País por diversos portos, eram trazidas para a cidade de São Paulo e armazenadas em depósitos, a partir dos quais eram distribuídam. A investigação descobriu dezenas empresas incompatíveis com as transações que realizavam. Os produtos importados eram geralmente destinados a áreas de comércio popular.

Participaram da Operação Pomar 301 policiais federais e 136 auditores da Receita Federal. Os acusados serão indiciados pelos crimes de descaminho, sonegação fiscal, formação de quadrilha, falsidade ideológica, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

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