PF prende 13 pessoas e apreende carros de luxo em operação no Mato Grosso

CUIABÁ - A Polícia Federal do Mato Grosso prendeu, nesta terça-feira, 13 pessoas durante a Operação Maranello, desencadeada com o objetivo de combater o tráfico internacional de drogas. Com o grupo, a polícia apreendeu jóias, relógios e diversos carros de luxo, entre eles uma Ferrari. Calcula-se que o dinheiro movimentado pela quadrilha ultrapasse os R$ 3 milhões.

Redação |

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Ferrari epreendida pela polícia
De acordo com a Polícia Civil do Estado, entre os presos estão quatro policiais civis: Wagner Rodrigo de Amorim, Adauto Ramalho da Silva, Neuri Alves da Silva e Jocenil Paulo de França. 

Segundo a polícia, eles eram investigados desde o início deste ano, sendo que Amorim e Adauto Silva chegaram a ser presos em junho de 2009, mas foram soltos por um habeas corpus.

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Também foi apreendido um Porsche...
Os dois respondem processos criminal e administrativo na Corregedoria Geral da Polícia Civil e estavam afastados das funções por 120 dias.

Já contra os policiais Neuri Silva e Jocenil França, a polícia informa que serão abertos processos disciplinares e eles serão afastados.

Segundo a PF, foram expedidos, ao todo, 24 mandados de prisão preventiva, dos quais 13 foram cumpridos. Também foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão.

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... e uma Mercedes
A primeira fase da investigação, conforme o órgão, foi iniciada em dezembro de 2008 pela Polícia Civil que, após sete meses, apreendeu 383 Kg de cocaína e prendeu cinco pessoas em uma fazenda no município de Barão de Melgaço, em Mato Grosso. 

A polícia acredita que a cocaína, com alto grau de pureza, tenha saído da Bolívia em um pequeno avião. A fazenda, onde ela foi encontrada, seria usada como base de apoio para a distribuição da droga para outros Estados do País.

A fim de prender outros possíveis integrantes da quadrilha, a segunda fase da operação passou para a ser coordenada pela Polícia Federal. 

Conforme a PF, o dinheiro do tráfico era dividido e depositado em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas. A partir daí eram feitas diversas movimentações financeiras em nome de terceiros para mascarar a origem ilícita do dinheiro.

A PF pediu o bloqueio de bens móveis e imóveis adquiridos a partir de 2004 e valores depositados em contas bancárias.

Os presos serão encaminhados à Polinter e  à Penitenciária Central do Estado. Já os policiais civis serão levados a uma unidade prisional indicada pela Secretaria de Segurança Pública.

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