PF prende 12 suspeitos de crimes cibernéticos no Tocantins

Ação visa desmantelar quadrilha que utilizava vírus para ter acesso a senhas de correntistas na internet e desviar dinheiro

AE |

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Doze pessoas foram presas na manhã desta quarta-feira durante a Operação Trojan, da Polícia Federal (PF), contra uma quadrilha especializada em crimes cibernéticos no Tocantins. De acordo com a corporação, 17 mandados de busca e apreensão também foram cumpridos. Na casa dos suspeitos, os agentes apreenderam computadores, boletos bancários, cartões de banco e celulares.

Ao todo, foram expedidos 16 madados de prisão nas cidades de Palmas e Paraíso do Tocantins, região onde atuavam os investigados e os supostos líderes da quadrilha, que, segundo a PF, desviava dinheiro por meio de transações de contas correntes para contas de laranjas mantidas pelo grupo. As investigações foram iniciadas em outubro de 2008 depois de denúncias recebidas de agências bancárias.

Conforme a PF, a quadrilha enviava milhares de e-mails com um vírus do tipo Trojan anexado. Depois de se instalar nos computadores de correntistas, o vírus copiava o número das contas e as senhas e enviava os dados para os "crackers". Com as informações, eles realizavam transferências de valores para contas de laranjas e faziam pagamentos de boletos bancários.

Um grupo de aliciadores buscava pessoas que "alugavam" contas bancárias para que a quadrilha sacasse o dinheiro. Participavam também do esquema comerciantes e empresários no Estado, sendo que o papel deles seria fornecer boletos bancários de suas empresas para que fossem pagos via internet utilizando contas de terceiros. Os valores recebidos pelos "crackers" para que efetuassem o pagamento dos boletos giravam em torno de 40% a 60% do total a ser pago.

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