PF nega que houve quebra de sigilo telefônico sem autorização da Justiça

SÃO PAULO - A Polícia Federal (PF) divulgou nota em resposta à matéria ¿Sem ordem judicial, PF quebra sigilo telefônico¿, publicada pelo jornal ¿Folha de S. Paulo¿ nesta sexta-feira. No comunicado, a PF diz que não houve quebra de sigilo telefônico sem autorização judicial ¿em hipótese alguma¿. A polícia investiga o vazamento de informações à imprensa sobre o início da Operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas, entre outros, na madrugada de 8 de julho.

Redação |

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A matéria da Folha de S. Paulo diz que a PF conseguiu a quebra de sigilo telefônico de vários aparelhos da Nextel utilizados por jornalistas da TV Globo, com o intuito de descobrir se o delegado Protógenes Queiroz, que comandava a Satiagraha, ou algum de seus subordinados, avisou os repórteres sobre a operação.

A matéria também diz que os números de telefone foram anexados ao inquérito e serviram de base para as ordens de busca de apreensão contra Protógenes na madrugada da última quarta-feira.

A PF diz que solicitou à empresa que informasse sobre a localização das torres de transmissão, as chamadas estações rádio-base (ERBs), próximas à Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. De acordo com a nota, inicialmente a Nextel negou o pedido da polícia, pois entendeu que se tratava do pedido de números telefônicos. Quando ficou claro que se tratava da localização das antenas de transmissão, não protegidas por sigilo telefônico, as informações foram dadas à PF.

No comunicado também foi dito que os números de telefones contidos no inquérito policial são dos aparelhos alugados para a execução da Operação Satiagraha e que ainda não houve a identificação das chamadas recebidas e feitas por eles. A polícia também nega que estes números serviram como base para solicitar ordens de busca e apreensão no inquérito, pois estes dados não são mencionados na representação pelas buscas.

A PF afirma que não investiga jornalistas no inquérito, pois respeita o sigilo da fonte, e que tem como intenção apurar o vazamento de dados sigilosos da Operação Satiagraha.

Quanto aos dados solicitados pela PF ao Detran, para saber as multas aplicadas no dia 8 de julho e assim descobrir o caminho da equipe de jornalistas, a nota diz que não há ilegalidade neste pedido, pois o Detran e o Departamento de Operações do Sistema Viário (DSV), devem prestar informações aos órgãos policias no interesse de investigações e para a garantia da segurança pública.

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