PF não divulga íntegra de gravação para proteger sigilo

A Polícia Federal (PF) não vai divulgar a íntegra da fita da reunião que selou a saída do delegado Protógenes Queiroz do comando do inquérito da Operação Satiagraha. A PF argumentou que os diálogos, gravados em mais de duas horas e meia de reunião entre Protógenes e a cúpula da corporação, contêm dados secretos de investigações policiais, algumas em curso.

Agência Estado |

O diretor-geral interino da PF, delegado Romero Menezes, explicou que a revelação desses dados poderia causar danos indevidos à imagem de pessoas investigadas e prejuízos a várias investigações em curso. "Algumas questões discutidas estão protegidas inclusive por segredo de Justiça", disse Menezes. Realizada na segunda-feira, na Superintendência de São Paulo da PF, a reunião foi toda gravada por determinação do diretor da Divisão de Combate ao Crime Organizado, Roberto Troncon, que a presidiu.

Mas a PF só divulgou trechos selecionados da fita em que Protógenes, às vezes de forma constrangedora, admite ter cometido erros que desapontaram os colegas e a direção do órgão. Em outro trecho, de poucos segundos, ele também admite deixar o comando da investigação por decisão espontânea, para participar do curso superior de polícia em que está matriculado. Com a divulgação dos trechos, a PF tentou dissipar os rumores de que Protógenes foi afastado depois de pressões políticas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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