PF mira impressão e distribuição das provas do Enem

A primeira hipótese a ser investigada pela Polícia Federal (PF), com base nos elementos preliminares levantados pelo Ministério da Educação (MEC), é a de que o vazamento da prova do Enem tenha ocorrido entre a etapa de impressão das provas, na gráfica Plural, em São Paulo, e a da distribuição dos kits por todo o País. O vazamento do conteúdo da prova foi revelado ao MEC pelo jornal O Estado de S.

Agência Estado |

Paulo.

A PF não descarta nenhuma pista e vai começar a investigação pelo rastreamento de cada etapa do Enem, desde a confecção das provas, o que inclui tomar depoimento de servidores em Brasília ligados ao programa, até a distribuição dos exames, aplicados em mais de 10 mil pontos de 1.828 municípios.

Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, os primeiros elementos de prova podem estar nas fitas de vídeo que monitoram 24 horas tanto a gráfica como a sala de segurança do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), em Brasília, onde está guardado o material digitalizado com os exames. De acordo com o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, o controle na gráfica é tão rigoroso que chega a exigir que os seus funcionários troquem de roupa ao entrar e sair do local.

O diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, disse ontem ao ministro Haddad que o superintendente da PF em São Paulo, Leandro Coimbra, vai indicar o delegado responsável pelo inquérito o mais rápido possível. Mas já está definido que a investigação ficará a cargo da Polícia Fazendária.

Defesa

A Plural Indústria Gráfica Ltda. informou ontem, por meio de nota, que "não teve qualquer responsabilidade" no episódio do vazamento da prova do Enem. A empresa também se comprometeu a colaborar com as autoridades para esclarecer o ocorrido e vai entregar 122 DVDs com imagens da operação de produção da prova em suas diversas fases.

Na nota, a gráfica ainda diz que "cumpriu suas obrigações relacionadas à segurança" e "as áreas de equipamentos de impressão e acabamento foram isoladas, com acesso restrito e utilização de detector de metais". Todos os profissionais envolvidos na operação assinaram termo de responsabilidade de sigilo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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