Quadrilha formada por 10 pessoas, três servidores e uma ex-estagiária do INSS usava 'laranjas'

A Polícia Federal (PF) do Acre, o Ministério da Previdência Social e o Ministério Público Federal deflagraram na manhã desta sexta-feira a “Operação Casamata,” que investiga fraude na Previdência. De acordo com a PF, foram apurados prejuízos aos cofres públicos no valor de R$ 300 mil, porém o prejuízo pode chegar a R$1 milhão.

A operação aconteceu nos municípios de Rio Branco e Plácido de Castro. Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, três de sequestro de bens, três mandados de afastamento de afastamento temporário de servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além da quebra de sigilo bancário dos acusados.

Força tarefa

Também foram apreendidos três veículos e aproximadamente R$ 6 mil. A PF informou ainda que a operação resulta da investigação conduzida na forma de Força Tarefa Previdenciária, composta pelo Ministério da Previdência Social, Polícia Federal e Ministério Público Federal. Através de nota à imprensa, a PF informou:

“É a primeira operação de natureza previdenciária no Estado. Foi iniciada em maio deste ano para apurar denúncias de irregularidades na concessão de benefícios previdenciários de Pensão por Morte e Salário Maternidade ocorridos no PrevCidade de Xapuri (AC) e Agência da Previdência Social Rio Branco.”

A forma de atuação da quadrilha consistia na retroação indevida da data de óbito dos instituidores de pensão por morte para de gerar pagamentos retroativos de altos valores. Os acusados pela fraude criavam dependentes fictícios, utilizando “laranjas” como procuradores dos depósitos dos benefícios. Na maioria dos casos, os verdadeiros titulares não sabiam das concessões.


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