PF investiga delegados suspeitos de vazamento na operação Navalha

SÃO PAULO - A Polícia Federal abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar o suposto envolvimento de dois delegados da cúpula do órgão com o vazamento de dados sigilosos da Operação Navalha. Renato Porciúncula, ex-diretor da Diretoria de Inteligência Policial (DIP), e Emmanuel Balduíno, ex-chefe da área de contra-inteligência, seriam os supostos propagadores de boatos contra o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

Agência Estado |

Acordo Ortográfico

Deflagrada em maio de 2007, a operação prendeu 48 pessoas, entre elas o empresário Zuleido Veras, dono da construtora Gautama, acusado de chefiar um esquema de fraudes em licitações. Foi solto por habeas-corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes. Logo depois, o presidente do STF teve seu nome divulgado em uma lista de supostos beneficiários de presentes da Gautama. O verdadeiro Mendes, porém, era um empresário baiano homônimo. O ministro acusou a PF de má-fé e pediu ao Ministério Público que investigasse vazamentos.

O PAD foi aberto em 1º de outubro e corre em sigilo. Se comprovada a denúncia, os delegados podem sofrer punições que vão da advertência à suspensão ou demissão do cargo.

A operação foi uma das maiores da gestão do delegado Paulo Lacerda, que deixou a direção da PF em setembro de 2007 para assumir a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), de onde acabou afastado, em julho. Sem prazo para ser concluído, o PAD está sob a responsabilidade do delegado Manoel Trajano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Leia mais sobre: operação Navalha - operações da PF

    Leia tudo sobre: operação navalha

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG