PF investiga construtora Camargo Corrêa e doações ilícitas para campanhas políticas

Dez pessoas foram presas na operação deflagrada na manhã desta quarta-feira pela Polícia Federal (PF), intitulada Castelo de Areia, que tem como alvo esquemas de suposta lavagem de dinheiro, fraude em licitações, formação de quadrilha e evasão de divisas envolvendo a construtora Camargo Corrêa. A ação da PF está apurando também suposta contabilidade paralela para doações ilícitas a campanhas políticas.

Redação com Agência Estado |

Futura Press
Agente chega à sede da Polícia Federal
De acordo com informações da polícia, até o final desta manhã já foram cumpridos os dez mandados de prisão contra quatro doleiros - três do Rio de Janeiro e um de São Paulo - e quatro diretores e duas secretárias da Camargo Corrêa.

Os quatro diretores da construtura que foram presos são: Fernando Dias Gomes, diretor regimental da diretoria de auditoria e controle e membro do conselho fiscal da CPFL; Darcio Brunato, membro da diretoria de controladoria; Pietro Francisco Bianchi, engenheiro aposentado que vinha prestando consultoria para a empresa; e Raggi Badra Neto, diretor da divisão de obras públicas.

Com dos doleiros foi apreendido R$ 1 milhão em espécie. Além dos dez mandados de prisão, foram expedidos também 16 mandados de busca pela 6ª Vara Federal de São Paulo.

A Polícia Federal informa também que a quadrilha movimentava dinheiro sem origem lícita aparente, por meio de empresas de fachada e de operações conhecidas como dólar-cabo (ou euro-cabo). Este é um crime financeiro em que é feita a cotação ou venda de moeda estrangeira fora dos sistemas de conversão autorizados pelo Banco Central.

Se forem somadas, as sentenças pelos crimes investigados podem chegar a 27 anos de prisão. A PF vai conceder entrevista coletiva na tarde de hoje para falar a respeito da Operação Castelo de Areia.

"Perplexidade"

Em nota, a construtora Camargo Corrêa manifestou sua "perplexidade" diante dos acontecimentos. De acordo com o texto da empresa, nesta manhã a sua sede em São Paulo foi isolada pela Polícia Federal, que tinha mandado da Justiça. A construtora disse não saber o teor do processo que autorizou a ação da PF e reiterou a confiança nos funcionários do grupo.

Leia íntegra da nota:

"A Camargo Corrêa vem a público manifestar sua perplexidade diante dos fatos ocorridos hoje pela manhã, quando a sua sede em São Paulo foi invadida e isolada pela Polícia Federal, cumprindo mandado da Justiça. Até o momento a empresa não teve acesso ao teor do processo que autoriza essa ação.

A Camargo Corrêa ressalta que cumpre rigorosamente com todas as suas obrigações legais, gerando mais de 60 mil empregos no Brasil e em 20 países em que atua. Em 2008, o Grupo faturou cerca de R$ 16 bilhões, gerando riqueza ao País e às comunidades em que suas empresas estão inseridas.

O Grupo reafirma que confia em seus diretores e funcionários e que repudia a forma como foi constituída a ação, atingindo e constrangendo a comunidade Camargo Corrêa e trazendo incalculáveis prejuízos à imagem de suas empresas."


*Com informações do ValorOnline

Assista abaixo ao vídeo sobre a operação:


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