PF indicia deputada por desvio de verba em Alagoas

O delegado da Polícia Federal, Janderlyer Gomes, que preside o inquérito da Operação Taturana, confirmou hoje o indiciamento da deputada estadual Cláudia Brandão (PMN), acusada de envolvimento no desvio de R$ 280 milhões dos cofres da Assembléia Legislativa de Alagoas. A deputada é acusada de contrair empréstimo bancário pago com a verba de gabinete da Assembléia.

Agência Estado |

Com o indiciamento de Cláudia, sobe para 14 o número de parlamentares com mandato envolvidos no golpe: mais da metade dos 27 deputados estaduais alagoanos.

Segundo Gomes, ela foi indiciada pelos crimes de formação de quadrilha, peculato e lavagem de dinheiro. A deputada Cláudia Brandão - que é mulher do ex-presidente da Assembléia, o ex-deputado Celso Luiz (PMN) - era esperada na sede da PF em Maceió, para prestar depoimento, mas não compareceu. O advogado da deputada, Fábio Ferrário, disse Cláudia desistiu do depoimento ao saber que seria indiciada. O advogado disse ainda que a verba de gabinete é reparatória, ou seja, "pode ser requisitada para pagar qualquer conta ou empréstimo e depois ser devolvida".

Segundo as investigações, Celso Luiz teria feito um acordo com o banco para que o empréstimo fosse pago pela deputada, depois que ele deixou o parlamento, no final de 2006. "Pelo menos R$ 140 mil foram quitados com a verba de gabinete da deputada em 2007", enfatizou o delegado Janderlyer Gomes.

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