PF foi acionada para evitar fuga de Mizael, diz delegado

Advogado de Mizael Bispo de Souza, acusado de matar Mércia Nakashima, diz que seu cliente não vai se entregar

AE |

selo

O delegado do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) Antonio Olim afirmou hoje que a Polícia Federal (PF) já foi acionada para impedir uma possível fuga do advogado Mizael Bispo de Souza e do vigia Evandro Bezerra Silva por portos e aeroportos brasileiros. Os dois são procurados pela Polícia Civil desde ontem, após terem a prisão preventiva decretada pela Justiça de Guarulhos, na Grande São Paulo. Eles são acusados da morte de Mércia Nakashima, ex-namorada de Mizael, em maio deste ano.

O delegado afirmou não acreditar em uma fuga para outro país. "Mizael e Evandro não têm passaporte", disse. O delegado informou que a atuação da PF no caso será apenas para impedir uma possível fuga dos procurados, mas que não há nenhuma ação conjunta. "A função de executar o mandado de prisão é da Polícia Civil", disse Olim.

As buscas por Mizael e Evandro continuam hoje. O advogado de Mizael, Samir Haddad, afirmou ontem que seu cliente não irá se entregar e que estava em Guarulhos. "Ele deu uma sorte imensa. Me ligaram avisando que poderia ter sido decretada a prisão e ele não voltou pra casa." Ele irá recorrer da prisão preventiva de Mizael na próxima semana. O advogado afirmou ainda que seu cliente não é fugitivo.

Conforme Haddad, a principal razão para Mizael não se entregar é grande vergonha que isso causaria. "Também há possibilidade de violência física e psicológica", disse. Caso o habeas corpus seja negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), cliente e advogado irão analisar o que fazer.

Entenda o caso

Mércia foi vista pela última vez no início da noite do dia 23 de maio, no bairro Macedo, em Guarulhos, na casa da avó. Depois que saiu de lá, não fez mais contato com amigos ou a família.

Mércia e Mizael foram sócios e namorados. Em entrevista ao iG, antes mesmo de saber da morte da irmã, Claudia Nakashima, disse que o namoro dos dois foi marcado por idas e vindas e muitas brigas. Quando estava com ele “Mércia era outra pessoa”. “Ela não podia falar com ninguém, vizinhos do prédio até falam que quando ela estava sozinha no elevador cumprimentava; quando estava com ele, abaixava a cabeça”, disse Cláudia.

No dia do sumiço de Mércia, o advogado alegou que foi visitar a filha e um irmão, com quem almoçou e, depois, saiu com uma garota de programa. Um fato que complicou a situação de Bispo é que o rastreador do carro dele mostrou que das 18h40 às 22h38 ele ficou estacionado em frente ao estacionamento do Hospital Geral de Guarulhos, em uma rua a menos de cinco minutos da casa da avó de Mércia.

No dia 11 de junho, um pescador encontrou o corpo de Mércia boiando em uma represa de Nazaré Paulista. No mesmo local, um dia antes, homens do Corpo de Bombeiros de Atibaia já haviam localizado o veículo da vítima, com todos os pertences dela dentro. Leia também a cronologia do Caso Mércia.

    Leia tudo sobre: mérciacrimeassassinatomizael bispo

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG