A Polícia Federal (PF), o Ministério Público Federal (MPF) e outros cinco órgãos federais criaram um grupo especial para combater a corrupção no Rio Grande do Sul, a exemplo do que haviam feito na Paraíba e no Rio Grande do Norte. O anúncio foi feito hoje, em Porto Alegre, pelo superintendente regional da PF, Ildo Gasparetto, na apresentação do balanço das operações do ano no Estado.

O grupo recebeu o nome de Movimento Articulado de Combate à Corrupção (Marcco) e contará também com representantes da Receita Federal, Banco Central (BC), Advocacia (AGU), Controladoria-Geral (CGU) e Tribunal de Contas da União (TCU). Os participantes do Marcco trocarão informações para dar mais agilidade às investigações de corrupção ativa e passiva de agentes públicos. Um dos principais objetivos é antecipar as ações para tornar indisponíveis os bens de envolvidos em desvios de dinheiro público e evitar que eles tenham tempo de aliená-los ou passá-los a terceiros.

Das 218 grandes operações que a PF fez no País em 2008, 25 ocorreram no Rio Grande do Sul e desvendaram fraudes que, somadas, chegaram a R$ 1,3 bilhão. Ao longo do ano, foram instaurados 5.559 inquéritos no Estado. No combate ao tráfico de drogas, foram desmontadas sete quadrilhas e apreendidos 211 quilos de cocaína, 2,01 mil de maconha e 5,6 quilos de crack. Para 2009, a prioridade é o controle de ilícitos nas fronteiras. Gasparetto destacou que todos os 45 agentes que a PF contratará para atuar no Estado serão encaminhados a cidades próximas da Argentina e do Uruguai.

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