PF e MP vão à Justiça para obter documentos do Senado

SÃO PAULO - A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público (MP) vão recorrer ao Judiciário para conseguir os documentos do Senado com listas de empréstimos consignados feitos por servidores da Casa. As informações foram publicadas na edição deste domingo do jornal O Estado de S. Paulo.

Redação |

A Polícia Federal tem um inquérito aberto há um mês para investigar a atuação da Contact Assessoria de Crédito como intermediária em contratos de crédito consignado feitos pelos servidores e que movimentam cerca de R$ 12 milhões mensais no Senado.

O inquérito foi aberto porque há indícios de participação do ex-diretor de Recursos Humanos do Senado, João Carlos Zoghbi, no esquema de intermediação e cobrança de propina nas transações.

Segundo o jornal, em menos de um mês, três ofícios foram feitos solicitando à presidência do Senado os documentos com os empréstimos feitos pelas instituições de crédito conveniadas com o Legislativo. Em nenhum dos três houve resposta.

De acordo com a publicação, o delegado da PF Gustavo Buquer e o procurador Gustavo Pessanha vão recorrer à Justiça para conseguir os documentos.

Essa medida pode acarretar uma segunda operação de busca e apreensão no Senado em menos de três anos. Em julho de 2006, a PF realizou a Operação Mão de Obra para investigar um esquema de fraudes em licitações envolvendo órgãos públicos.

A denúncia

Reportagem da revista Época revelou que João Carlos Zoghbi e sua mulher, Denise, teriam recebido propina na contratação de bancos para prestação de serviços de empréstimo consignado aos servidores do Senado. Segundo a revista, para receber o dinheiro, Zoghbi usava a Contact, registrada no nome de sua ex-babá, uma senhora de 83 anos.

Zoghbi foi exonerado da diretoria do Senado acusado de usar um apartamento funcional da Casa como residência de seus filhos. Após a denúncia sobre supostas fraudes nos contratos de empréstimo consignado ¿ realizados quando ainda estava no cargo de chefia - o presidente do Senado pediu a abertura um inquérito contra o servidor na Polícia Legislativa, que já foi afastada do caso.

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