PF diz ter provas para indiciar empresária por escravidão

A Policia Federal (PF) em Goiás informou ter provas de que a menina L.R.

Agência Estado |

S., de 12 anos, vivia na condição de escrava na casa da empresária Silvia Calabresi Lima. Após ouvir 25 testemunhas, o delegado de Defesa Institucional, Raul Alexandre Marques de Souza, pretende indiciar, nos próximos dias, a empresária e o marido dela, o engenheiro Marco Antonio Calabresi Lima, pelo crime de "redução à condição análoga de escrava". Em caso de condenação, o casal poderá cumprir de dois a oito anos de reclusão. A denúncia foi feita pelo Ministério Público do Trabalho.

"Há vários indícios e, após o levantamento de provas, o inquérito será remetido à Justiça Federal", disse o delegado. Entre as provas, ele colheu depoimentos de testemunhas oculares que viram a menina lavando a casa construída por Silvia Calabresi no condomínio Portal do Sol. Também há testemunhas, no prédio onde a menor morava, afirmando que ela era obrigada a cuidar de M., de 3 anos, filho caçula da empresária.

A PF de Goiás pretende indiciar o casal no final do mês, após ouvir a empresária que está presa na Casa de Prisão Provisória (CPP), em Aparecida de Goiânia, desde o dia 17 de março. Foi quando a Policia Civil libertou a menina, acorrentada e amordaçada, na casa da empresária. O depoimento dela deverá ser tomado em dois dias.

Hoje, a PF ouviu o marido de Silvia. Marco Antonio negou ter conhecimento dos trabalhos forçados da menina e da jornada extensiva. Disse nada saber, e alegou viajar constantemente a trabalho. "Eu vinha à minha casa a cada 15 dias", disse. O filho dele, Tiago, de 24 anos, também alegou desconhecer os maus-tratos. Ele afirmou ao delegado da PF que mora na casa da avó paterna, no centro de Goiânia, desde a infância.

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