A Polícia Federal de Mato Grosso do Sul (MS) realiza hoje a Operação Diamante Negro, com o objetivo de combater a extração ilegal de madeira comercializada em carvoarias. Conforme a assessoria de imprensa da PF, devem ser cumpridos 34 mandados de prisão e 5 de busca e apreensão em pelo menos quatro Estados: São Paulo, Minas Gerais, Maranhão e Mato Grosso do Sul.

Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal de Três Lagoas (MS).

A Operação Diamante Negro é resultado de investigações realizadas no âmbito da superintendência da PF em Mato Grosso do Sul e delegacias descentralizadas de Dourados e Três Lagoas, que constataram a existência de um grupo organizado com a finalidade de "auferir altíssimos lucros" com a exploração ilegal de carvão de vegetação nativa para abastecer em grande escala a indústria siderúrgica em Minas Gerais e São Paulo.

Foi detectada ainda a participação de servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), de agências fazendárias, do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e da Polícia Rodoviária Federal.

Conforme a PF, a quadrilha instalava carvoarias clandestinas em fazendas, promovendo a devastação da madeira nativa, inclusive em áreas de preservação ambiental para transformá-la em carvão vegetal. A venda e o transporte seriam feitos sem a utilização do Documento de Origem Florestal (DOF), que é obrigatória, com a conivência de servidores públicos lotados nas cidades de Paranaíba e Três lagoas.

A atividade do grupo inclui crimes contra a administração pública, ordem tributária, meio ambiente e corrupção de servidores públicos federais e estaduais. As investigações referentes ao envolvimento de policiais rodoviários federais, principalmente do Posto de Paranaíba, em Mato Grosso do Sul, foram confirmadas pela superintendência da PRF no Estado.

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