PF apura verbas a ONGs de mulher e aliado de Paulinho

A Polícia Federal descobriu que o lobista João Pedro de Moura, homem de confiança do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), fez três depósitos, no montante global de R$ 201,7 mil, nas contas bancárias das ONGs Meu Guri e Luta e Solidariedade, esta última foi dirigida pelo metalúrgico Eleno Bezerra, aliado de Paulinho e vice-presidente da Força Sindical. A PF suspeita que as ONGs teriam sido elo entre Paulinho e suposto esquema de desvio de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Agência Estado |

No início da Operação Santa Tereza, que desmontou a trama no BNDES, a PF apurou a origem de apenas um repasse de Moura, no valor de R$ 37,5 mil, em favor da Meu Guri, que é presidida por Elza Pereira, mulher do deputado. Moura alegou ter feito uma doação à ONG.

A quebra do sigilo bancário das ONGs, decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nos autos de inquérito sobre Paulinho, mostrou os outros dois depósitos, de R$ 82,1 mil cada, na conta da Luta e Solidariedade. A investigação federal apontou a origem dessa parte do dinheiro: dois cheques emitidos pelo empresário Marcos Mantovanni, controlador da Progus Consultoria, Assessoria e Investimentos e suposto mentor do desfalque. A PF constatou que Mantovanni não fez os repasses diretamente à Solidariedade, mas entregou-os a Moura que, por sua vez, redistribuiu o dinheiro.

Conselho

O Conselho de Ética da Câmara ouve hoje o depoimento do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), dentro do processo que pede a cassação do mandato do parlamentar. O pedido de abertura do processo foi feito pela Mesa da Câmara no final de maio. A base para a ação contra Paulinho serão os documentos enviados pelo Supremo Tribunal Federal contendo as investigações da Polícia Federal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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