PF apura ao menos seis crimes no suposto esquema de corrupção no governo do DF

BRASÍLIA - A inédita imagem de um governador recebendo maços de dinheiro de propina é uma das provas mais robustas do inquérito da Operação Caixa de Pandora, realizada pela Polícia Federal e Ministério Público Federal com autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A investigação apura pelo menos seis crimes, como formação de quadrilha, peculato, corrupção ativa e passiva, fraude a licitações e crime eleitoral.

Lucas Ferraz, iG Brasília |

A operação foi deflagrada nesta sexta-feira (dia 27), com a apreensão de documentos, computadores e mais de R$ 700 mil em dinheiro recolhidos em casas de secretários de Estado, deputados distritais e empresários. A PF cumpriu mandados de busca e apreensão até na sede oficial do governo do Distrito Federal.

José Roberto Arruda, o seu vice, Paulo Octávio, além de demais membros do governo, deputados distritais e empresários são investigados por integrar um suposto esquema de corrupção, alimentado por empresas prestadoras de serviço, que funcionaria pelo menos desde 2004, quando Joaquim Roriz era o governador. Durval Barbosa, o então secretário de Relações Institucionais do governo Arruda e ligado ao antecessor, foi o principal responsável pelas denúncias. Ele gravou dezenas de vídeos de conversas e partilha de propina. Durval fez acordo de delação premiada com a Justiça, e terá pena mais branda caso seja condenado.

Segundo inquérito presidido pelo ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça, pelo menos quatro empresas atuavam no esquema. Para obter vantagens, elas repassavam recursos que, em alguns casos, eram direcionados à base aliada do governo Arruda na Câmara Legislativa, uma espécie de mensalão do DEM.

Durval Barbosa foi exonerado do governo na última sexta-feira, assim como os demais envolvidos no esquema, como o chefe da Casa Civil, José Geraldo Maciel, o chefe de gabinete do governador, Fábio Simão, o assessor de imprensa de Arruda, Omézio Pontes, e o secretário de Educação, José Luiz Valente.

A investigação da Polícia Federal prossegue. Neste momento, com a análise dos documentos e computadores apreendidos na deflagração da operação.

Inquérito da PF

Crise de 2001

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